Saúde e Bem-Estar

Junho Vermelho: cinco mitos sobre doação de sangue que você precisa saber 

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A campanha Junho Vermelho foi criada para incentivar a doação de sangue, principalmente, nos períodos em que há defasagem no estoque de
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A campanha Junho Vermelho foi criada para incentivar a doação de sangue, principalmente, nos períodos em que há defasagem no estoque de bolsas de sangue. Dados do Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes), informa que todos os tipos sanguíneos estão em nível crítico no estado, exceto o B+ e o A+, que estão estáveis. Já os tipos O positivo e O negativo estão em situação crítica, e o A negativo, B negativo e AB negativo estão em estado de alerta.

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Nesse contexto, a campanha Junho Vermelho busca sensibilizar a população sobre a importância do tema e em especial a redução do estoque de bolsas de sangue, situação que foi agravada em razão da pandemia. A corrente solidária tem o objetivo também de aumentar a quantidade de doação no mês anterior aos das férias escolares, período do ano em que há aumento nas viagens e acidentes nas estradas.

Aumentar a quantidade de voluntários é visto como um desafio, já que o cenário de doação no Brasil não é dos mais satisfatórios. O percentual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de doadores num país é entre 3,5% e 5% da população, no Brasil corresponde a 2% (OMS). Segundo o enfermeiro e coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Pitágoras, Edson Cassiano, há muitos mitos envolvidos no ato solidário, o que acaba contribuindo para que o país não atinja o índice recomendado.

“O hemocentro e o ato de doar sangue é seguro. Como não é fabricado, é necessário que as pessoas compareçam aos locais de doação e ajudem a reforçar os estoques dos bancos. A cada doação até quatro vidas podem ser salvas, por meio do fracionamento dos hemocomponentes são ‘separados’ em quatro: plaquetas, plasma, hemácias e crioprecipitado”, explica.

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O especialista incentiva a doação. “As pessoas que precisam de transfusões são pacientes com anemia falciforme, em tratamentos de câncer, além das vítimas de acidentes de trânsito e queimaduras, e aqueles que serão submetidos a cirurgias de médio e grande porte, como cardíacas e transplantes. O processo de doação é rápido, leva cerca de 15 minutos e os postos de coleta possuem estrutura apropriada para coletas de sangue”, destaca.

Para doar sangue, a pessoa precisa, entre outros pré-requisitos, estar saudável, pesar acima de 50 quilos, estar alimentada, levar um documento oficial com foto e não ingerir alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação. A coleta é baseada no peso corporal.

Confira alguns mitos comuns esclarecidos pelo enfermeiro:

1) Contágio de doenças: todo material utilizado é descartável, não há contato com sangue de outra pessoa.

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2) Quem teve Covid-19 nunca mais pode doar sangue: candidatos à doação de sangue com diagnóstico ou suspeita de Covid-19 e que apresentaram sintomas da doença, mesmo nos casos leves ou moderados, devem esperar por 10 dias após estarem completamente recuperados da doença, para então doar.

3) Só podem doar sangue maiores de idade: adolescentes a partir dos 16 anos podem doar sangue. Fisicamente eles já estão aptos para doar sangue, desde que cumpram todos os requisitos básicos para doação, mas por serem menores de 18 anos, precisam de autorização dos pais ou responsável.

4) O sangue fará falta ao doador: a reposição do volume de plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em 4 semanas. Entretanto, para o organismo atingir o mesmo nível de estoque de ferro que apresentava antes da doação, são necessárias 8 semanas para os homens e 12 semanas para as mulheres.

5) Quem tem piercing e tatuagem não pode doar: apenas pessoas com piercing na boca não podem doar sangue pois a boca está mais receptiva a infecções. Elas só estão aptas a doar 12 meses após a retirada. Pessoas que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva e outros processos com perfuração da pele devem esperar 12 meses para voltar a doar sangue.

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