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Bolsonaro sai em defesa de Ribeiro, e diz botar 'mão no fogo' por ex-ministro

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Bolsonaro: se mataram desaparecidos, estão dentro d'água e pouca coisa vai sobrar
Foto: Divulgação
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Um dia após dizer que Milton Ribeiro deveria “responder pelos seus atos”, o presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu em defesa do ex-ministro da Educação. Em live transmitida nas redes sociais nesta quinta-feira, Bolsonaro chamou a prisão do ex-auxiliar “de maldade” e afirmou colocar a “mão no fogo” por ele.

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“Eu falava que botava a cara no fogo (por Milton Ribeiro). Eu exagerei. Eu boto a mão no fogo, como boto por todos os meus ministros. O que conheço deles, a vivência, dificilmente algum deles vai cometer algum ato de corrupção”, disse o presidente, durante live transmitida nas redes sociais nesta quinta-feira, 23.

Bolsonaro seguiu em defesa de Ribeiro e atribuiu a prisão a uma tentativa de desgastar o governo em período de pré-campanha eleitoral. “(Milton) Nem devia ter sido preso. (Prisão) serviu para desgastar o governo, fazer maldade com a família do Milton. Se tiver algo com o Milton, ele que pague pelos seus atos. Não posso levantar suspeição contra Milton de forma leviana. Tem que ter motivo. … Tem a (prisão) preventiva e tem a temporária. Deu logo a preventiva para ele ficar preso até a eleição. Depois da eleição, soltava ele. Continuo acreditando no Milton”, pontuou.

Para Bolsonaro, não há “nada de mais” no áudio vazado em que o ex-ministro revela atender pedidos dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura por ordem do próprio presidente. “Uma coisa que ele (Milton) disse publicamente: ‘Atendemos a todos os prefeitos. Agora, preferencialmente, os indicados pelo pastor tal, apenas pra dar uma moral pra ele’. Nada de mais”, defendeu.

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“Não tinha indícios de prova (para prisão). Tinha lá, talvez levantado pelo Coaf, um depósito de R$ 50 mil na conta da mulher ou da filha do Milton, que foi comprovado pelo advogado, pela venda de um carro. Qualquer um pode ter R$ 50 mil na conta. Não tinha materialidade nenhuma para a prisão do Milton”, seguiu Bolsonaro, que ainda disse que não houve corrupção como “estávamos acostumados em governos anteriores”. O presidente ainda lembrou que o próprio ex-ministro comunicou à Controladoria-Geral da União (CGU) a suposta ação criminosa de Gilmar e Arilton na pasta. A denúncia gerou abertura de investigação.

As falas mostram uma mudança no discurso do chefe do Executivo em relação ao caso. Ao comentar a prisão ontem, o presidente tentou se descolar do escândalo e declarou que o pastor deveria “responder pelos seus atos”. Hoje, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), ordenou a soltura do ex-ministro e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, todos suspeitos de operar um esquema de cobrança de propina em troca da liberação de verbas do MEC. O caso foi revelado pelo Estadão.

Bolsonaro lembrou que Renato Borelli, juiz da 15ª Vara Federal de Brasília responsável pela decisão que levou à prisão do ex-ministro, determinou multa de R$ 2 mil contra ele por andar sem máscara na capital federal. Para o chefe do Executivo, esse seria um indício da parcialidade do magistrado.

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“O juiz que decretou a prisão foi o mesmo que no ano passado que determinou, cada vez que alguém me visse na rua sem máscara, me multar em R$ 2 mil. Tem várias ações contra o governo”, afirmou.

Bruno Luiz e Eduardo Gayer
Estadao Conteudo
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