Economia

Dólar cai ante commodities fortes e China, após alta leve com DXY

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O dólar segue volátil na manhã desta terça-feira, 28. Na mínima, registrou R$ 5,2161 (-0,35%), após máxima mais cedo, a R$ 5,2446 (+0,19%). O dólar para julho caiu até R$ 5,2215 (-0,50%), após máxima a R$ 5,2510 (+0,07%) logo após a abertura dos negócios.

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O mercado de câmbio continua sem uma direção única diante dos sinais mistos do dólar ante divisas emergentes e ligadas a commodities no exterior. O índice DXY do dólar ante seis pares principais, no entanto, está em alta desde cedo, juntamente com os retornos dos Treasuries em meio a preocupações com recessão e alta agressiva de juros pelo Federal Reserve para combater a escalada da inflação americana. Ainda assim, os investidores locais reduzem um pouco posições defensivas estimulados pelo avanço das commodities, após a China relaxar exigências de quarentena para viajantes estrangeiros.

O índice DXY avança nesta terça-feira, após fechar em baixa na segunda, à medida que o iene volta a se enfraquecer. Nos últimos meses, a moeda japonesa tem sido pressionada pelas divergências entre as políticas monetárias dos EUA, que vem elevando juros de forma agressiva, e do Japão, que segue mantendo condições ultra-acomodatícias.

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No mercado local, o risco fiscal segue no foco. O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite de segunda-feira a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada que o piso do Auxílio Brasil pode ser elevado de R$ 400 para R$ 600 “amanhã” (hoje).

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O plano do governo é inserir a elevação do benefício social – a menos de 100 dias das eleições – na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos combustíveis, relatada pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e que será apresentada hoje.

Para o aumento ser oficializado em ano eleitoral sem ferir a lei, no entanto, é preciso declarar emergência nacional. O Palácio do Planalto também negocia a inserção do status de emergência na PEC dos combustíveis. O Estadão/Broadcast apurou também que a equipe econômica tenta limitar expansão de gasto à ingresso de R$ 54 bilhões em receita extra, incluindo os dividendos recebidos da privatização da Eletrobras.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) cresceu 1,5 ponto em junho. Com a terceira alta consecutiva, o índice atingiu 101,2 pontos, o nível mais elevado desde novembro de 2021 (102,1 pontos). Entre julho do ano passado e março de 2022, o ICI acumulou uma queda de 13 pontos.

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Às 9h44 desta terça, o dólar à vista caía 0,33%, a R$ 5,2156. O dólar para julho cedia 0,46%, a R$ 5,2235.

Silvana Rocha
Estadao Conteudo
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