Segurança

Golpe do Pix: mulher é suspeita de causar quase R$ 40 mil em prejuízo no comércio de Alegre

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golpe do pix O Pix bateu novo recorde de transações diárias na última sexta-feira, 6, informou nesta segunda-feira, 9, o Banco Central. Em um único dia
Foto: Divulgação
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Uma mulher de 23 anos, moradora do distrito de Celina, em Alegre, é suspeita de aplicar golpes por meio da simulação de pagamentos por Pix. Ela já teria causado um prejuízo de quase R$ 40 mil em supermercados, farmácias, lojas de celulares e de autopeças do município. Na manhã desta quarta-feira (25), a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência da mulher. Foram recuperados alguns itens comprados por meio da fraude, como celulares, roupas de cama, alimentos e churrasqueira.  

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Segundo a advogada da Associação Comercial, Industrial e de Serviços e Agronegócio de Alegre (Acisa), Monik Aparecida Nolasco de Souza, o golpe foi descoberto após a dona de uma loja de celulares e também advogada, Adriana Vaillant Galvão, vender dois aparelhos de telefonia para a mulher e perceber que a transferência bancária não tinha sido efetuada.

“A suposta estelionatária fazia a compra e ia para o caixa para efetuar o pagamento. A forma escolhida era o Pix. Mas ela afirmava que o aparelho não estava lendo o QRCode, então pedia a chave Pix do local. Com o número em mãos, ela digitava no aplicativo, que produzia um comprovante de pagamento idêntico ao original, inclusive com data, hora e o nome de quem recebeu a transferência”, conta Monik, explicando que as compras fraudulentas começaram em março, portanto podem existir mais comerciantes lesados em outras cidades.

Mas, por que as pessoas não conferiam se o dinheiro tinha caído no endereço bancário? Segundo Monik, nem sempre os caixas e funcionários têm acesso à conta de recebimento do dinheiro. “Na maior parte das vezes, é o proprietário que tem controle dessa conta. Por isso, o comprovante bastava para liberar a venda”.

Pix e comprovante

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O golpe é bastante convincente, tanto que a suposta estelionatária chegou a ir diversas vezes em um mesmo supermercado, em dias diferentes, e pago da mesma forma fraudulenta. “Ela começou a fazer essas compras em março, em um supermercado. Nos primeiros pagamentos, os valores eram de R$ 300, R$ 400. Depois, ela aumentou o valor e, no fim, totalizou R$ 15 mil em compras só naquele local. O prejuízo foi tanto que o supermercado já não aceita mais essa modalidade de pagamento”, conta a advogada.

Em posse de tantos relatos de fraude, foi possível unificar as denúncias, o que resultou no mandado de busca e apreensão, que foi cumprido pela equipe do delegado chefe da 6ª Regional de Alegre, Fábio Teixeira Machado. Nem todos os produtos foram recuperados, conta a advogada, já que muitos eram perecíveis. Se constatada a fraude, a mulher poderá responder por estelionato.

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