Política Regional

“Foi uma decisão de amor ao Espírito Santo”, diz jornalista Philipe Lemos ao se lançar pré-candidato

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O pré-candidato a deputado federal, o jornalista e apresentador Philipe Lemos (PDT), passou a sexta-feira (20), visitando algumas cidades do Sul do Espírito Santo
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O pré-candidato a deputado federal, o jornalista e apresentador Philipe Lemos (PDT), passou a sexta-feira (20), visitando algumas cidades do Sul do Espírito Santo. Ele esteve em Cachoeiro de Itapemirim, Guaçuí, Alegre e Castelo.

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Durante a visita, o jornalista visitou a redação do AQUINOTICIAS.COM e falou sobre o carinho que tem pela Capital Secreta do Mundo. “Comecei em Cachoeiro de Itapemirim. Foi um início cheio de medo, de inseguranças. Fiquei um ano e meio morando na cidade e trabalhando na Gazeta Sul. Foi uma grande escola. Devo muito à cidade e tenho uma gratidão e um amor imenso pelo município”, conta.

Philipe falou também sobre os desafios e como foi migrar do jornalismo para a política. “Foi uma decisão de amor ao Espírito Santo e ao Brasil. Não digo que saí do jornalismo e abandonei uma carreira, deixei estacionado. Dou um tempo no projeto do jornalismo, pois não dá para me dedicar a duas coisas ao mesmo tempo”, continua.

Cachoeiro é uma cidade que marca sua vida profissional. Como é essa relação?

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Comecei em Cachoeiro de Itapemirim. Foi um início cheio de medo, de inseguranças. Estava em uma assessoria em Vitória e senti que era o momento de arriscar e tentar. Pedi demissão e fui para a TV. Lá, descobri que a vaga era para Cachoeiro e vim para a cidade. Fiquei um ano e meio morando aqui e trabalhando. Nesse período, conversei com moradores sobre buraco de rua. No dia seguinte, estava em uma empresa falando sobre variação de preço, entregas, importação e exportação, e, no outro dia, estava na delegacia mostrando algum caso. Foi uma grande escola. Devo muito a Cachoeiro e tenho uma gratidão e um amor imenso pela cidade. Daqui fui para Vitória e continuei no jornalismo de TV. Em Vitória, fiquei mais um ano e meio na reportagem, até passar a integrar a equipe do estúdio. Em 2009, fui convidado a assumir a produção e a apresentação do ES1, que é o jornal da hora do almoço. Ali, pude conhecer todas as realidades de todo o Estado, inclusive, do meio rural, já que percorri várias cidades fazendo reportagens para o Jornal do Campo. Fiquei de 2009 até março deste ano, e foi uma experiência incrível.

No Sul do Estado, você teve uma aproximação maior com o produtor rural, que continuou quando foi para Vitória. Como foi essa experiência?

Se todo mundo tivesse a oportunidade de conhecer e chegar perto do pequeno, do médio e do grande produtor, e entender a luta dessa galera, ia dar muito mais valor. O agricultor trabalha muito, de segunda a segunda. Não tem essa de dia santo. Trabalha com o sol nascendo e só para com o sol de pondo. O valor da produção é repassado para outro empresário de um grande centro, e esse repasse acaba às vezes não sendo tão honesto, e é o agricultor que está ali produzindo incansavelmente para que esse produto seja vendido pelo dobro, pelo triplo nas grandes cidades. Essa equação precisa melhorar. O homem do campo precisa de reconhecimento, respeito e investimento.

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Como foi migrar do jornalismo para a política?

Foi uma decisão de amor ao Espírito Santo e ao Brasil. Não digo que saí do jornalismo e abandonei uma carreira, deixei estacionado. Dou um tempo no projeto do jornalismo, pois não dá para me dedicar a duas coisas ao mesmo tempo. Foi uma decisão que comecei a amadurecer há aproximadamente quatro anos, quando comecei a me capacitar. Fiz um curso de gestão na FGV, que é um grande centro de educação. A política impacta diretamente na vida das pessoas. É feita para o coletivo, não para o particular do gestor. Eu me capacitei, procurei mentores aqui do nosso Estado, políticos que tenham carreiras. É esse equilíbrio que faz a diferença.

Quando me senti pronto, coloquei meu nome à disposição. Por isso, digo que é uma decisão que envolve muito amor por nosso Estado e nosso país. Eu poderia continuar no meu emprego de jornalista e estava tudo certo. Foi difícil? Foi! Mas é uma decisão que me deixou empolgado e feliz pela forma como estou sendo recebido. São 16 anos trabalhando no jornalismo, lutando pelos direitos básicos da população. É um projeto de todos. Do coletivo feito para o coletivo.

O que você traz do jornalismo para a política?

A sociedade vai se dividindo em grupos, e um não conhece a realidade do outro. Com o jornalismo de TV e de comunidade, pude chegar perto de uma realidade que eu nunca imaginava. O Estado, hoje, por mais que o governo consiga equalizar as contas, consiga levar algum tipo de conforto às famílias, tem pelo menos 300 mil pessoas passando fome, que vivem na linha ou abaixo da linha de pobreza. E essas pessoas precisam sim de ajuda. Identifico que são muitos os desafios para os gestores de 2023. Começo pela educação de base, que perdeu muito com a pandemia, precisa ser melhorada. Trabalhar a geração de emprego e renda é trabalhar a dignidade do cidadão. Busco sentar e pedir que as pessoas falem como meu trabalho pode mudar a realidade da sua comunidade, da sua cidade. A população que vai ter que dizer o que ela precisa e gostaria, e de que forma eu, como gestor, poderei ajudar.

Em suas visitas, quais os pedidos mais ouvidos?

As pessoas estão assustadas com o descontrole da inflação. Elas estão perdendo o poder de compra. Ouço muito: ‘ou compramos comida ou pagamos a conta de luz, de água’. Isso é um descontrole da inflação. É papel do legislador fiscalizar o orçamento da União. Isso impacta diretamente no bolso do cidadão, que quer arroz e feijão no prato, e quer ter o trabalho, que é um direito básico. A população quer ter acesso à saúde, educação, saneamento básico, infraestrutura e tem direito a tudo isso. O parlamentar tem que olhar todas as cidades e ajudar no sentido de contribuir para que aquele prefeito, aquele gestor e aquela câmara de vereadores possam dar continuidade a alguma obra, com emenda. Política se fala, se conversa, se discute, sim!

Como atrair os jovens para essa política?

Com diálogo. As minhas redes sociais estão abertas para receber essas mensagens, essas contribuições, podem me acionar no Instagram @plemos. Recebo sugestões diárias, de Norte a Sul. Uma coisa está me surpreendendo demais: as pessoas falam ‘quero estar com você voluntariamente’. Elas entenderam que a política não é só dinheiro. Assim, como na minha vida, eu nunca tive excessos e não será agora que vou ter. É uma pré-campanha com pé no chão, sem recursos. O jovem tem boas ideias e vem com um gás. Houve uma busca muito grande para tirar o título e o jovem vai mostrar sua força.

Jogo Aberto

O jornalista e apresentador Philipe Lemos (PTD/ES) falou também ao programa Jogo Aberto, sobre a pré-campanha a deputado federal. No bate-papo com a jornalista Fernanda Zandonadi, ele falou como foi a decisão de pausar sua profissão para se dedicar à política. Confira!

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