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A história de Thays, a jovem que superou um acidente parecido com o de ex-BBB

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Thays acidente BBB
Foto: arquivo pessoal
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Uma nova vida! Esse é o sentimento de Thays Barbosa de Oliveira, de 25 anos, depois que o carro de aplicativo no qual ela voltava de uma festa da empresa bater em um poste e entrar na vegetação, no dia 18 de dezembro do ano passado.

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O motorista alegou que precisou desviar de um veículo que vinha na contramão e perdeu o controle da direção. Com a batida, Thays fraturou a coluna, o ombro e o pescoço, ficando inconsciente.

O caso de Thays lembra o acidente envolvendo o ex-BBB Rodrigo Mussi, em 31 de março deste ano, quando o carro de transporte por aplicativo em que ele estava bateu na traseira de um caminhão, na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

O ex-BBB teve lesões na coluna, passou por três cirurgias e seu estado de saúde foi considerado grave. Depois de 28 dias, ele teve alta.

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A história de Thays também foi grave, mas com um final feliz graças à rapidez no resgate feito pelo Samu e o tratamento hospitalar. A jovem acordou no hospital já medicada, sob os cuidados do cirurgião de coluna Lourimar Tolêdo, que é ortopedista do Ráquis Instituto da Coluna, em Vitória.

“Operei a parte lombar da coluna no dia 30 de dezembro, e foi um sucesso. Botei 14 pinos e duas placas e já acordei no dia seguinte podendo sentar. Dois dias depois, fiz minha primeira caminhada”, lembra Thays.

Risco

Com a gravidade do acidente, havia o risco de que ela ficasse sem o movimento das pernas (quadriplegia). Com a intervenção bem-sucedida, ela considera que sua vida já está “99% normal”.

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“Saí do hospital já andando, no dia 4 de janeiro. Foi com ajuda, mas já consegui caminhar devagar. Fiquei com o colar cervical no pescoço por dois meses. Precisei usar cinta na coluna, não preciso usar medicação forte, a minha recuperação foi excelente. Ninguém acreditava como eu estava, pelo tamanho da minha cirurgia. Hoje afirmo que vou levar uma vida normal”, diz Thays, que termina as sessões de fisioterapia no mês que vem.

Dados

O Brasil registrou mais de 878 mil acidentes envolvendo veículos no último ano. Foram cerca de 1,3 milhão de feridos e 20 mil mortes em todo o país, segundo o Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest), da Secretaria Nacional de Trânsito.

Por trás dos números, estão as consequências. Acidentes de alta energia, como os que envolvem carros e motocicletas, são as principais causas responsáveis por fratura da coluna e lesão da medula em pacientes jovens.

O médico Lourimar Tolêdo reforça que a principal causa de fratura da coluna e lesão na medula em pacientes jovens são traumas de alta energia.

“A conscientização e a educação no trânsito são as melhores formas de prevenir acidentes automobilísticos, que podem causar tetraplegia e paraplegia”, alerta o doutor.

O médico também alerta que, independentemente da gravidade, lesões na coluna vertebral após um acidente nunca devem ser ignoradas.

Prognóstico

Cada caso, acidente e lesão são únicos e o prognóstico dependerá, em última análise, de vários fatores, como idade, saúde e gravidade do acidente.

“Por exemplo, o efeito chicote é uma condição da qual os pacientes se recuperam totalmente – torna-se então uma questão de quanto tempo leva para cicatrizar totalmente. Lesões mais extremas, como uma fratura vertebral, podem levar mais tempo para resolver ou podem envolver cirurgia para tratar os sintomas”, explica Lourimar Tolêdo.

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