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Dispersão após operação na Cracolândia é 'normal' e 'facilita abordagem', diz Garcia

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O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), disse que a dispersão de dependentes químicos após operações na Cracolândia é algo “natural”, mas que facilita a “abordagem social”. Garcia destacou que a Cracolândia é um “problema de polícia e saúde”, que demanda combate ao tráfico e foco no tratamento – mas frisou que não há “passe de mágica” para resolvê-lo.

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“Sabemos que nesse primeiro momento a dispersão desses dependentes químicos é natural, mas ela facilita inclusive a abordagem social para que a gente consiga um sucesso maior no tratamento”, declarou o governador nesta quinta-feira, 12, quando questionado sobre a possibilidade do surgimento de uma nova Cracolândia após ações. Antes de ficar localizada na Praça Princesa Isabel, a aglomeração de usuários de drogas já foi nos arredores da Estação Julio Prestes, também no centro.

Na quarta-feira, 11, policiais civis e militares iniciaram uma nova fase da operação contra o tráfico de drogas na nova Cracolândia. O objetivo era cumprir 36 mandados de prisão. A ação policial gerou fluxo ambulante de usuários de crack em pequenos grupos por várias partes da cidade, principalmente no centro.

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Por volta das 23h, dezenas se aglomeraram na Rua Helvétia próximo ao cruzamento com a Avenida São João, aos fundos do 77.º Distrito Policial (Santa Cecília), delegacia responsável pela investigação contra o tráfico de drogas na Cracolândia. A movimentação na área era intensa e não demorou para uma banca de madeira ser instalada e a venda de drogas a céu aberto ser iniciada aos moldes do que ocorria na Praça Princesa Isabel.

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O governador classificou a Cracolândia como um “problema de polícia e saúde”. Quanto à ação policial, Gracia destacou que o governo age para prender traficantes. “Foram mais de 100 prisões realizadas, inclusive na operação desta madrugada.” No campo da saúde pública, destacou apoiar ações da Prefeitura de “abertura de unidades terapêuticas” e “abordagem social”.

Gracia frisou que não há “passe de mágica” para solucionar o problema. Na visão dele, a solução está em “uma perseverança permanente de políticas públicas para que a gente possa melhorar o sofrimento daqueles dependentes químicos.” Ele destacou a necessidade de criar um “programa efetivo de reinserção social”.

Leon Ferrari
Estadao Conteudo
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