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Recordista no skate aos 13 anos, Gui Khury quer ir a Paris-24 com manobra secreta

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Treze anos, recordes, medalhas e nome no Guinness Book. Gui Khury tem colecionado marcas importantes no skate e desponta como um dos principais nomes do Brasil na modalidade. Morando em Curitiba, o jovem tem de conciliar estudos com treinamentos e promete uma manobra surpresa nas próximas competições.

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Ser o mais jovem a disputar os X-Games e ganhar medalha de ouro na competição, além de se tornar o primeiro skatista a completar a manobra 1080 graus no vertical, renderam a Gui Khuri três nomeações no livro dos recordes. Em abril, na última edição do torneio, em Chiba, no Japão, o paranaense ganhou medalhas de prata (melhor manobra) e bronze (vertical). Em entrevista ao Estadão, Gui fala de sua expectativa para a sequência da carreira, competir na Olimpíada de Paris-2024 e sobre suas inspirações no skate.

“Acho que eu não tenho uma referência principal no skate, mas várias. Meus skatistas favoritos são o Bob Burnquist, Tony Hawk, Sandro Dias e o Danny Way”, aponta Gui. “Eu sempre admirei o estilo deles e quero sempre estar próximo dos meus ídolos, porque aprendo bastante e me torno um skatista melhor a cada dia.”

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Na Olimpíada de Tóquio, o Brasil conquistou três pódios no skate. Rayssa Leal e Kevin Hoefler levaram a prata no street, enquanto Pedro Barros conquistou medalha da mesma cor no park. Em Paris, a modalidade novamente não terá disputas no vertical, especialidade de Gui. Para ir aos Jogos de 2024, o jovem terá de obter o índice no park, mas isso não significa que deixará o estilo vertical de lado. O skate vertical é praticado em uma pista em forma de ‘U’, chamado half pipe, com laterais maiores do que as outras paredes. Esse tipo de pista permite voos altos, em que o skatista consegue fazer manobras em rotação, flips e aéreos.

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“Não acho que vou me dedicar só ao park, mas eu sei que preciso focar bastante nessa modalidade para me tornar melhor a cada dia e buscar a minha vaga na Olimpíada de Paris. Eu gosto bastante do vertical também e vou continuar me dedicando a ele”, explicou Gui antes de reconhecer o desejo de participar da disputa olímpica. “Os Jogos são como um sonho, com certeza. Principalmente depois que ouvi as experiências dos meus amigos em Tóquio. Pode ter certeza de que vou dar o meu máximo e me divertir bastante.” Paris será a segunda edição dos Jogos com o skate na programação esportiva.

Convocado para a seleção brasileira júnior, Gui Khury ressaltou a importância de vestir verde-amarelo e sentir a ansiedade comum a todos os esportistas antes de iniciar uma competição pelo Brasil. “Estou muito animado em viver mais essa etapa da minha vida como skatista. Vai ser muito maneiro representar o meu País. Eu gosto do sentimento que a competição me dá… um frio na barriga bom”, analisou.

Com 13 anos, Gui Khury divide sua vida entre estudos e treinamentos. Enquanto está no Brasil, reparte sua rotina entre treino, escola e descanso. Neste caso, as atividades no skate são um pouco limitadas, reduzidas a duas vezes por semana. Quando vai aos EUA, algo que faz desde os quatro anos, amplia sua frequência de treinamentos para duas vezes por dia, ao longo de duas a quatro horas. O cotidiano frenético, no entanto, guarda espaço para jogar videogame e passar um tempo com a família. O apoio dos pais ajuda Gui a ter um dia a dia sem tanta pressão e a traçar novas metas esportivas.

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“Vai ser um ano importante, porque vou participar de mais competições no park e tenho o objetivo de participar de mais campeonatos profissionais”, contou Gui Khury. O brasileiro não quis revelar qual, mas está preparando uma manobra surpresa para os próximos torneios: “É segredo”, disse. Depois do 1080, o 1260 é a próxima barreira para o jovem skatista.

Se não fosse skatista, Gui afirma que não viveria longe do esporte ou dos holofotes. Ele considera as carreiras de ator e cantor como atraentes para seu futuro. “Acho que eu iria fazer snowboard… é bem parecido com o skate, e eu também consigo fazer algumas manobras. Mas, se eu tivesse que escolher alguma coisa que não fosse ligada ao esporte, acho que seria ator ou cantor. Vamos ver se um dia dá certo”, idealizou.

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