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Do isolamento à esperança: infectologista conta como viu sua vida mudar por causa da pandemia

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No Mapa de Risco, do governo do Estado, os municípios capixabas se dividem entre risco baixo e muito baixo, por isso, na última semana,
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No Mapa de Risco, do governo do Estado, os municípios capixabas se dividem entre risco baixo e muito baixo, por isso, na última semana, a obrigatoriedade do uso de máscaras deixou de valer. Na vacinação, mais de 80% da população adulta do sul do Espírito Santo está com a imunização completa. O cenário de alívio é bem diferente do registrado há dois anos, quando o coronavírus fazia vítimas diariamente.

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Na linha de frente do atendimento, profissionais da saúde mudaram suas rotinas, deixaram suas casas e pararam de ter contato com familiares. Tudo em nome da proteção, para não fazer o vírus não circular. A médica Nathália Luzório, infectologista da Unimed Sul Capixaba, conta como viu sua vida pessoal e profissional mudar de uma forma que nunca imaginou.

“Quando os primeiros casos começaram a chegar minha filha estava com cinco meses. Todas as expectativas de sair com ela precisaram de adequação ao momento e começamos a seguir os protocolos de saúde vigentes na época, nem para casa dos meus pais podíamos ir. Havia medo de tudo, vimos o mundo parar! Eu e meu esposo, como profissionais de saúde, tivemos que continuar e ajudar no enfrentamento à doença”, relembra Nathália.

Enquanto a pandemia avançava, a médica viu o cenário piorar. Mesmo com muitos pacientes se recuperando, outros não tiveram a mesma sorte e perderam a luta contra o vírus. Em meio a este cenário, Nathália descobriu mais uma gestação. “Fiquei ainda mais preocupada, afinal naquela época ainda não tínhamos a vacina. Quando estava com três meses de gravidez eu positivei. Foi um susto e um momento delicado, pois juntamente com meu marido e minha filha, com apenas oito meses, precisamos ficar em casa, isolados, por 15 dias. Esse foi um dos piores períodos que passamos, mas superamos e ficamos todos bem”, relata a infectologista.

Esperança

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Agora, com os estudos e mais conhecimentos sobre a doença, além do avanço na vacinação, que se mostrou eficaz, os tratamentos têm sido mais assertivos. “Já podemos comemorar. Olhamos a evolução neste enfrentamento à Covid-19 e vemos que podemos ter esperança, afinal avançamos a cada dia com a diminuição de casos, óbitos e, consequentemente, das restrições. A mais recente, a não obrigatoriedade do uso de máscara que nos permite sair com mais liberdade”, comemora Nathália.

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