Cidades

Vereadores denunciam descarte de 1,3 toneladas de carne da merenda em Guaçuí

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vereadores usaram a tribuna para denunciar que o município, em menos de um ano, já realizou o descarte de mais de 1,3 mil quilos (kg) de carne
Foto Marcos Freire
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Na sessão da Câmara Municipal de Guaçuí desta segunda-feira (7), vereadores usaram a tribuna para denunciar que o município, em menos de um ano, já realizou o descarte de mais de 1,3 mil quilos (kg) de carne, da merenda escolar, que estavam armazenados de forma incorreta em instalações da Prefeitura. Tudo partiu do descarte de 809 kg de carne, constatada in loco pelos próprios edis e outros 500 kg informados pela própria Vigilância Sanitária do município.

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O vereador Samyr Chambela da Silveira (PMN), que é técnico agrícola do Idaf – órgão que faz justamente esse tipo de fiscalização, contou que, alertado pelos vereadores Aroldo Montoni Ferreira (DEM) e Valmir Santiago (DEM), foi verificar as condições de armazenamento de alimentos e constatou que, apesar do lugar estar limpo e salubre, havia muitas irregularidades e problemas técnicos, sendo encontrados 800 kg de carne que estavam impróprias para consumo e precisaram ser descartadas (jogadas fora).

Os vereadores enviaram, então, um oficio à Vigilância Sanitária, perguntando quanto de alimentos já havia sido descartado desde o início da gestão, além dos 800 kg. “Na resposta, foi informado que, em maio de 2021, a câmara fria havia sofrido uma pane no dia 14 de maio, o que só foi constatado no dia 17, e que foi solicitada a presença da Vigilância para o recolhimento de mercadorias que haviam sido perdidas, entre estas mais 500 kg de carne, fato do qual nós não tínhamos conhecimento”, relatou Samyr Chambela. “Ou seja, no intervalo de menos de um ano, foram perdidos mais de 1 tonelada de carne”, completou, ressaltando que, “dentro da minha experiência e diante dos problemas no armazenamento de alimentos feito pela Prefeitura, incluindo temperatura acima dos limites para conservação, posso afirmar que vai acontecer de novo, enquanto não forem tomadas providências”.

No Relatório de Descarte, do Departamento de Vigilância Sanitária, de 17 de maio de 2021, também foi informado que foram descartados 50 kg de filé de peito de frango e 20 kg de de macarrão espaguete. Houve também outro relatório, do dia 7 de janeiro de 2022, que registrou, também, o descarte de 198 pacotes de colorau, 9 pacotes de milho de canjica, duas sacolas de arroz, 5 kg de feijão, 8 kg de canjiquinha, 6 kg de farinha de trigo, 3 kg de achocolatado em pó, 25 kg de carne e um pacote contendo produtos diversos.

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O vereador Valmir Santiago se mostrou indignado com a situação e disse que já tentou a abertura de uma CPI sobre o caso. “Mas não conseguimos êxito, assim como aconteceu em outras oportunidades, lembrando que CPI não é feita para acusar ninguém, mas sim para buscar informações, porque nossa principal função é fiscalizar”, afirmou. “Não tenho rabo preso com ninguém, com prefeito ou qualquer outro, e por isso vou fazer o que é minha obrigação como vereador”, ressaltou.

Tanto Samyr Chambela quanto Valmir Santiago afirmaram que, mesmo que não seja aprovada uma CPI, vão levar a situação ao Ministério Público. E o mesmo foi dito pelo vereador Aroldo Montoni Ferreira que classificou a situação como lamentável. “Não podemos silenciar sobre o que está acontecendo e, se for para o Ministério Público, vai ser cobrado de quem não tomou as providências que devia”, afirmou. “As pessoas têm que saber como está sendo cuidado o alimento que vai para a merenda escolar, porque quando estive no local, não aguentei o mal cheiro de carne estragada”, enfatizou.

Câmara fria desativada

Questionada sobre a situação, a Prefeitura de Guaçuí enviou nota de esclarecimento à nossa redação afirmando que, após identificar o problema na câmara fria, foi adquirido um compressor novo e realizados serviços de manutenção, conforme avaliação técnica, além de “análise minuciosa por parte da equipe técnica da administração”, a qual identificou que “a parte elétrica do almoxarifado está arcaica, não comportando a carga elétrica necessária ao bom funcionamento do complexo”.

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Desta forma, conforme diz a nota, a Prefeitura resolveu desativar a câmara fira até a instalação de um novo padrão de energia. No entanto, não explicou onde serão colocados os alimentos com a desativação da câmara fria.

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