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Empresário capixaba envolvido em esquema de lavagem de dinheiro é preso pela PF

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Empresário capixaba envolvido em esquema de lavagem de dinheiro é preso pela PF
Foto: Ilustrativa
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Um empresário capixaba foi preso, na manhã desta quinta-feira (13), pela Polícia Federal, na Operação Masqué, envolvido em um esquema milionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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De acordo com informações da PF, a Operação é dedicada a reprimir a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, consistentes em evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Na ação desta manhã, a PF buscou por dois empresários na Grande Vitória.

Um dos investigados não foi encontrado no local, e a partir de agora, passa a ser considerado foragido da Justiça. Seu nome será inscrito na lista de procurados da INTERPOL, composta por 190 países. A investigação apurou a existência de uma organização criminosa dedicada a lavagem de capitais a partir da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros e à evasão de divisas.

A operação contou com Policiais Federais da Delegacia de Repressão à Corrupção e Desvios de Verbas Públicas, a partir de investigação conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil, além do apoio de uma equipe da SEJUS para a colocação de tornozeleira eletrônica no empresário que estava sendo investigado.

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Entenda as fases da Operação Masqué

Na primeira fase, em 2019, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas com a utilização de empresas que falsificavam e repetiam documentação para enviar dinheiro para o exterior. Naquele momento, a Justiça Federal decretou o sequestro de dezenas de imóveis avaliados em cerca de R$ 40 milhões.

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Já na segunda fase, em 2021, o objetivo foi investigar o crime de lavagem de dinheiro praticado pelos envolvidos na primeira fase da operação policial de mesmo nome, mediante a compra de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros, além de empréstimos feitos fora do mercado formal de crédito.

O nome da operação é uma referência a ação dos investigados que buscava mascarar a real propriedade de vultoso patrimônio adquirido ilegalmente por meio das atividades da organização criminosa.

 

Crimes investigados

Os investigados responderão pelo crime de organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/1998) e por efetuar operação de câmbio não autorizada com o fim de promover evasão de divisas do País (art. 22 da Lei nº 7.492/1986).

 

Organização criminosa

Art. 2º Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa:

Pena – reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.

 

Lavagem de dinheiro

Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.

Pena: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa.

 

Evasão de divisas

Art. 22. Efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País:

Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

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