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Outubro Rosa: nutricionista explica relação entre a má alimentação e o câncer de mama

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Outubro Rosa: nutricionista explica relação entre a má alimentação e o câncer de mama
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A má alimentação é fator responsável pela causa de diversas doenças, inclusive, o excesso de gordura corporal que provoca alterações hormonais e um estado inflamatório crônico que estimula a proliferação celular, a morte celular, a instabilidade genômica e, consequentemente, o câncer.

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. O que significa dizer que as mudanças provocadas no meio ambiente pelo ser humano, os hábitos e os estilos de vida podem aumentar o risco destas diferentes doenças.

De acordo com a nutricionista cachoeirense, Fernanda Freitas, uma alimentação adequada e balanceada é importante para a prevenção de doenças como obesidade, hipertensão, diabetes e também o câncer de mama.

“Quando optamos por consumir mais frutas, legumes, verduras, cereais integrais, sementes e oleaginosas estamos promovendo um fortalecimento das defesas do corpo e ajudando o intestino a funcionar bem. Uma vez que, estes alimentos têm o poder de inibir a chegada de substâncias cancerígenas às células e de consertar o DNA danificado quando a agressão já começou”, explica a nutricionista.

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Alimentação que pode inibir o câncer

Existe um grupo de alimentos que são chamados de alimentos funcionais. Estes alimentos, além de nutrir o organismo, oferecem alguma função a mais no tratamento e prevenção de algumas doenças.

“O licopeno, presente no tomate, melancia, goiaba, reduz a incidência de certos tipos de câncer, e estimulam o sistema imunológico, também as catequinas presente no chá verde, os pró-bióticos presentes em leite fermentado, iogurtes etc. Podemos citar vários, mas o que de fato vale é a uma alimentação bem diversificada e rica em alimentos naturais”, destaca Fernanda.

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Uma alimentação diversificada, rica em alimentos funcionais e antioxidantes também pode ser preventiva. A nutricionista relata que consumir três ou quatro porções diárias de frutas e a redução de transgênicos ajuda no processo.

“Consumir alimentos ricos em fibras como aveia, chia, linhaça, amaranto, quinoa, também buscar por gorduras boas como a do azeite, óleo de linhaça, alimentos ricos em ômega 3 e aumentar o consumo de alimentos orgânicos, são influenciadores para a prevenção”, afirma.

 

Cuidados com os ultraprocessados

Diminuir a ingestão de ultraprocessados e industrializados de forma geral, como sucos de caixinha, refrigerantes, salgadinhos, biscoitos, e comida congelada também é uma medida importante para a prevenção do câncer.

Fernanda destaca que os ultraprocessados são alimentos ricos em gorduras, sódio, amidos ou açúcares e, portanto, promovem o excesso de peso que aumenta a chance de desenvolver pelo menos 12 tipos de câncer.

“Para agravar ainda mais a situação, eles são altamente saborosos e viciantes, o que aumenta ainda mais as chances de consumo excessivo. Estes alimentos trazem desordens metabólicas, hormonais para o organismo e aumenta o envelhecimento das células”, completa.

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