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"Família não aceitava o namoro", diz parente de jovem morto em Guaçuí

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Uma sequência de tragédia que, segundo a família de Gabriel Fernandes Carvalho, 24 anos, poderia ter sido evitada. Gabriel foi morto por parentes de Madeleyne Duarte de Oliveira, 14 anos, após a menina desaparecer na última segunda-feira (11), em Guaçuí.

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Familiares da adolescente acusam Gabriel de ter incentivado a garota a tirar a própria vida, mas de acordo com uma parente do entregador de lanches, Gabriel e Madeleyne viviam um romance proibido, já que os pais da menina não aceitavam o relacionamento.

À reportagem, a familiar de Gabriel, que preferiu não se identificar, contou que Madeleyne frequentava a casa do rapaz e que, certa vez, ao ser abordada pela mãe do entregador, Madeleyne disse que se chamava Gabriela, era maior de idade e morava em Vitória. Já a família da estudante nega que eles tenham sido namorados.

“Gabriel chorou quando soube do desaparecimento dela. Não tinha como ele incentivar ela a se matar, não havia motivo para isso, eles se gostavam. Ele morava sozinho, ao lado da casa mãe, e a Madeleyne ia à casa dele. Ela era apaixonada por ele”, contou.

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A versão é contestada pela família da menina, que afirma que a adolescente não costumava sair de casa.

Para a família do rapaz, Madeleyne se jogou no rio após uma discussão com a família, depois que os parentes dela descobriram que garota continuava se relacionando com ele.

“Ela sofria muita pressão da família, que não permitia que eles ficassem juntos. No dia que ela sumiu teve uma confusão na casa dela, tomaram o celular dela. Eles se gostavam muito. Mas os pais dela não permitiam o namoro, acho que por ele ser bem mais velho. Uma tragédia que poderia ter sido evitada. Eles morreram por causa do amor”, contou a familiar de Gabriel.

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Segundo os familiares de Gabriel, na manhã do dia seguinte o pai de Madeleyne esteve na casa da mãe do rapaz, perguntando se ele havia dormido em casa, porque desconfiava que os jovens tivessem fugido.

O que diz a família de Madeleyne

Para os pais e irmãos de Madeleyne, os jovens nunca tiveram relacionamento amoroso e que, em uma das conversas entre os jovens, Madeleyne diz que tomaria veneno, “em maior quantidade” e Gabriel responde: “A gente pode tomar junto, se não der certo eu tomo junto com você”.

Segundo a Polícia Civil, tudo indica que a garota tenha tirado a própria vida e, agora, com a morte do suspeito de tê-la incitado ao suicídio, ele é excluído da ilicitude penal. Após a conclusão do laudo que apontará as causas da morte da Madeleyne, o caso será arquivado.

O caso

No dia 11 de outubro, Madeleyne saiu de casa por volta das 19h, em Guaçuí. Antes de deixar a residência, a menina disse à família que se jogaria no rio. Os pais de Madeleyne ficaram preocupados e, minutos depois, foram atrás dela, mas Madeleyne já havia sumido.

O corpo da estudante foi encontrado seis dias depois, boiando às margens do rio, no bairro Manoel Monteiro Torres. Na noite anterior, Gabriel, que levou um tiro na cabeça e dois no tórax, teve o óbito confirmado.

Segundo a irmã de Madeleyne, a adolescente sempre foi muito tranquila, não tem problemas com álcool e drogas e nem mesmo psiquiátricos. A família também não soube dizer se a menina estava em um quadro depressivo, nem mesmo o que poderia ter motivado o sumiço dela.

“Ela sempre foi uma boa menina. Nunca deu trabalho. Uma menina exemplar, tanto em casa quanto na escola. Ela era muito reservada, não se abria com ninguém. Se estivesse acontecendo alguma coisa nós não saberíamos porque ela sempre foi muito fechada”, disse.

 

 

 

 

 

 

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