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Cachoeirenses transplantadas falam sobre a importância da doação de órgãos

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Coisas básicas do dia a dia, como beber água e ir ao banheiro, não eram possíveis para a técnica de Enfermagem de Cachoeiro de Itapemirim, Maria da Penha dos Santos Felício. Diagnosticada com uma doença renal crônica, Peinha, como é conhecida, fazia hemodiálise três vezes por semana. Por causa da doença, o consumo de água precisava ser bastante limitado.

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Mas a rotina severa teve fim quando a irmã dela, Valéria Macedo dos Santos, descobriu ser compatível para o transplante e doou um rim a ela. “No mês que vem faço 20 anos de transplantada. Vinte anos que tive minha vida de volta. Vinte anos que posso tomar água à vontade, posso ir ao banheiro, posso passear, trabalhar. Estou feliz e também sou doadora de órgãos”.

Peinha recebeu um rim da irmã. Mas há casos que não têm esse desfecho, já que muitos dependem do aval de familiares de pessoas com morte encefálica para ter uma nova chance de vida plena. E a espera pode durar muitos anos. Por isso, nesta segunda-feira (27), Dia da Doação de Órgãos e Tecidos, a enfermeira faz um apelo para que todos digam às famílias que desejam ser doadores, o que a enfermeira considera um ato de amor ao próximo.

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“O amor fala mais alto que o medo. Temos que pensar naqueles que estão presos a máquinas para sobreviver, aqueles que dependem dessa chance. Mesmo em meio ao luto, a tristeza de perder um familiar, é possível tirar alguém do sofrimento com apenas um sim à doação de órgãos”.

Enxergando a vida

Depois de uma cirurgia malsucedida, a aposentada cachoeirense Ivanildes Lupim Santos, de 85 anos, perdeu quase toda a visão. As tarefas do dia a dia ficaram mais difíceis. No entanto, depois de uma família autorizar a doação de órgãos de um ente querido, Ivanildes voltou a enxergar a vida.

“Hoje eu enxergo muito melhor. Depois do transplante eu consigo ler, escrever, enxergo tudo. Minha vida mudou. Agradeço a Deus e à família do doador. É muito importante a doação de órgãos. Faço um apelo às famílias que, mesmo com a dor da perda, ajudem a melhorar a vida de outras pessoas”, disse.

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No ano passado, o setor de captação da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim retirou 30 órgãos para doação e, até o dia 26 deste mês, foram captados 26.

Se somados, mais de 50 pessoas tiveram a chance de mudar de vida após os transplantes. Para ser um doador de órgãos, basta comunicar para família e amigos sobre o desejo de ajudar outras pessoas, além da vida.

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