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Cachoeirense abandona tecnologia e transforma bolos em obras de arte

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Há quatro anos, o cachoeirense Thiago Muniz, 33, trocou a criação de websites e a tecnologia da informação por pincéis, tintas e belas imagens. Mas, não, ele não virou artista plástico. Thiago é confeiteiro e usa a técnica de pintura em tela para decorar bolos.

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Ele conta que não gostava muito de frequentar a cozinha e não levava muito jeito para preparar pratos ou sobremesas. No entanto, volta e meia Thiago se arriscava e fazia bolos para comemorar os aniversários dos pais ou do irmão.

“Nunca gostei muito de cozinhar, muito menos de fazer bolos. Não tinha habilidade. Em casa comecei a fazer alguns para comemorar os aniversários de familiares. Fazia em travessas para não me preocupar com decoração, nem estrutura. Do jeito que ficasse estava bom (risos)”.

Hoje, com a técnica de pintura em tela usada por ele, as decorações dos bolos podem demorar até 4 horas para ficarem prontas.

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Foto: Arquivo pessoal / Thiago Muniz

Como Thiago ‘caiu de paraquedas’ na confeitaria

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Em 2017, o técnico da informação, virou, de vez, o ‘zé formiga’. Sem falar nada com o filho, seu Paulo, pai de Thiago, pegou cinco encomendas de bolos para o Natal. Quando soube, Thiago ficou furioso, e ele nem imaginava que o pai havia prometido aos clientes que os bolos seriam decorados.

Mas o pai já confiava no trabalho do filho. O motivo é que meses antes, Thiago havia feito um bolo, no estilo naked. Apesar de gostoso, ele conta que decoração não ficou como ele esperava.

Foto: Arquivo pessoal / Thiago Muniz

“Em meados de 2017 fiz meu primeiro bolo ‘decorado’. Era um naked cake (massas unidas pelo recheio, que fica exposto na mesma aparência e podem ser decorados com frutas ou doces) com alguns docinhos por cima. Ficou com uma aparência horrível. No final do mesmo ano, meu pai, sem nenhum consentimento meu, pegou as encomendas de bolos com a promessa de que os mesmos seriam entregues decorados, com tema natalino. Que raiva que eu fiquei. O que eu não sabia, é que ali era o começo do Zé Formiga (nome de seu ateliê) ”, contou.

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No ano seguinte, Thiago teve a ideia de fazer ‘ovos de colher’ para vender na páscoa. “Nunca tinha temperado chocolate antes, mas criei coragem e fiz. Foi um sucesso. Mais pessoas começaram a conhecer meu trabalho e as encomendas dos bolos começaram a surgir”.

Foto: Arquivo pessoal / Thiago Muniz

Emprego estável x empreender com bolos

“Nessa época eu ainda tinha meu emprego com carteira assinada numa empresa de desenvolvimento web. Fazia jornada dupla. Em alguns dias, fui trabalhar sem dormir porque tinha passado a noite fazendo bolos”.

No Natal de 2018, Thiago pegou quase 20 encomendas de bolos. Mas como mora no interior de Cachoeiro, enfrentou outro impasse: a entrega. Naquele período, ele contou com ajuda da família para entregar as encomendas, já que a maior parte dos clientes não poderia buscar os produtos em sua casa.

Dali para frente, a confeitaria começou a crescer e Thiago precisou montar um ateliê na área urbana na cidade. Ele comprou um curso para aprimorar o trabalho, deixou o emprego, e passou a se dedicar exclusivamente aos bolos.

“Em dezembro deste ano serão quatro anos que resolvi fazer o que, para muitos, era uma loucura. Mas, para mim, continua sendo um sonho”, finalizou.

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