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Lixo da enchente de 2019 ainda está alojado na ponte da Vila, em Itapemirim

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Lixo da enchente de 2019 ainda está alojado na ponte da Vila, em Itapemirim
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Dois anos após as enchentes que assolaram todo o Espírito Santo, as marcas de devastação ainda estão visíveis em diversos municípios. Na localidade da Vila, em Itapemirim, por exemplo, ainda há um grande aglomerado de lixo agarrado nas pilastras da ponte.

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No último domingo (18), integrantes da União das Esquerdas Sul Capixaba (UESC), além dos habitantes da região ribeirinha, realizaram uma ação de limpeza das margens do rio Itapemirim, que, de acordo com os moradores, não era feita desde a última enchente.

Lixo da enchente de 2019 ainda está alojado na ponte da Vila, em ItapemirimA limpeza foi realizada do Porto da Pedra até a fachada da Secretária de Saúde. Segundo a moradora, Claudia Carvalho de Oliveira, o lixo retirado foi em decorrência da falta de manutenção e cuidado, por parte da prefeitura.

Ela alerta que o lixo da enchente de 2019 ainda se encontra debaixo da ponte. Mesmo com a constante reclamação dos moradores, nada foi feito por parte prefeitura até hoje. Todo o material coletado foi ensacado e no dia seguinte recolhido pela prefeitura.

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“O rio é nosso patrimônio natural, faz parte da nossa história e por ele os municípios do Sul capixaba se ergueram. Na minha opinião, o mínimo que a administração deve fazer é cuidar do  animais, das águas e matas ao entorno”, reclama Claudia.

A Prefeitura de Itapemirim informa que as obras de reforma da antiga ponte devem ser concluídas em até 90 dias. As pilastras já foram instaladas ao longo da ponte, e entre elas serão colocados parapeitos de madeira.

A Prefeitura aguarda a chegada do material para conclusão da intervenção, que também receberá ações de limpeza de suas margens, principalmente próximo à ponte, por parte das equipes da Secretaria Municipal de Serviços Públicos.

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Lixo da enchente de 2019 ainda está alojado na ponte da Vila, em Itapemirim

Lixo e extração de areia

Durante o café comunitário, antes da limpeza da margem do rio Itapemirim, a comunidade também abriu diálogo sobre a importância da preservação do meio ambiente e a necessidade de acompanhar extração de areia, com a finalidade de verificar as contrapartidas de reflorestamento e ações sociais, cobrando transparência no serviço.

“Há um incômodo dos moradores, com os caminhões pesados circulando o dia todo. Eles estão extraindo areia das margens e derrubando árvores nativas. Além da máquina de extração sem iluminação e sinalização durante a noite, com cordas de uma margem a outra”, reclama a moradora.

Outra reclamação é que a areia extraída fecha a passagem de pescadores e moradores que poderiam estar aproveitando melhor o local. “No lugar desse areal, por que não um parque natural com área de reflorestamento para recompensar anos de depredação?”, indaga a ativista.

Em nota, a Prefeitura de Itapemirim, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, informa vai desencadear, nos próximos dias, operações de fiscalização de licenças ambientais para inibir a extração clandestina de areia ao longo do curso do rio no município.

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