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Inverno complica a vida de moradores em situação de rua em Cachoeiro

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Quarta-feira, 21 de julho, Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Espírito Santo. No lugar das conhecidas altas temperaturas, a “Capital Secreta” registra na noite de inverno, 16 graus.

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Em uma das avenidas mais movimentadas da terra do rei Roberto Carlos, um homem, de 59 anos, divide a calçada de uma loja com um casal, que ele nem conhece.

Rosania Larrieu de Souza tem 43 anos e Edvaldo Silva Ramos Júnior, tem 46 anos. Assim como o seu Benildo Souza Porto, eles transformam em ‘pousada’ o que foi construído para ser passagem de pedestre.

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O casal e o idoso se somam a outras tantas pessoas que perambulam pelas ruas de Cachoeiro. Os dados mais recentes da Prefeitura apontam que, em junho deste ano, pelo menos 26 munícipes e 54 pessoas vindas de outros lugares estavam nessa condição na cidade.

“Logo que a pandemia começou, perdi o emprego de gari, em uma empreiteira da Prefeitura aqui de Cachoeiro. Consegui pagar o aluguel da casa onde morava por uns meses, mas depois, não teve outro jeito, tive que vir para a rua”, relata Edvaldo.

Ele já conhecia a Rosania, mas decidiram começar a namorar depois que, desabrigados, se encontraram em uma das praças da cidade. A mulher trabalhava como empregada doméstica na residência de um casal de idosos. Mas, com o risco da Covid, acabou dispensada do trabalho, no início da pandemia.

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“Não tinha para onde ir e parti para a rua mesmo. Para mim, o pior de tudo isso é a falta de comida e quando chega a hora de dormir, não termos como nos proteger do frio”, revela Rosania. Nas ruas, ela e o Edvaldo contam com a ‘Izi’. Dizem que a vira-latas, “é o amor da vida de nossas vidas “.

Já o ‘vizinho’ do casal passa dias e noites sozinho, desde que deixou a casa da irmã em Magé, Rio de Janeiro. Seu Benildo sempre morou em Cachoeiro, mas resolveu ir para o município fluminense depois de fraturar a perna direita em um acidente de trabalho.

“Eu estava até bem lá (Magé). Como soube que havia chegado aqui o meu cartão do Auxílio Emergencial da Caixa, mesmo sem dinheiro no bolso, resolvi voltar. Já são três semanas na rua e ainda não consegui o benefício”, reclama o ex-auxiliar de serviços gerais.

Seu Benildo conta que, por 14 anos, foi empregado da Viação Itapemirim. “Nunca imaginei que depois de trabalhar tanto na vida, fosse passar por uma situação como essa”, afirmou o homem divorciado e que tem um casal de filhos.

Prefeitura oferece serviços

A Assessoria da Prefeitura esclarece que Cachoeiro de Itapemirim possui o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua – Centro POP “Espaço Vida”. Trata-se de um espaço voltado especificamente para pessoas em situação de rua.

No local, são ofertadas refeições diariamente, kits de higiene, roupas, espaço para realizarem higiene pessoal e lavar seus pertences. O Centro POP conta com Equipe Especializada, que realiza atendimentos aos acompanhados e encaminhamentos quando necessário.

Também são oferecidas passagens para outros municípios e localidades, mediante análise da Equipe. De acordo com a administração municipal, não houve aumento do número de pessoas em situação de rua por conta da pandemia.
A Prefeitura também dispõe de um espaço de acolhimento para pessoas em situação rua com sintomas gripais e ou positivo COVID.

 

 

 

 

 

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