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Cachoeirense se inspira em conterrâneo Rubem Braga para se tornar escritor

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Cachoeirense se inspira em conterrâneo Rubem Braga para se tornar escritor
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Uma paixão descoberta visitando a casa do cronista Rubem Braga, em Cachoeiro de Itapemirim. Foi assim que o escritor e jornalista cachoeirense, Romulo Felippe, descobriu a literatura como o sentido de sua vida pessoal e profissional.

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Prestes a completar 12 anos, o mais novo membro da Academia Espírito-santense de Letras estava próximo a realizar o sonho de toda criança: ganhar uma bicicleta. Por ironia, ou força do destino, na loja também havia uma máquina de escrever portátil para a venda, e é claro, a escolha foi a “Olivetti”.

“Estava com o meu saudoso pai na loja e, para minha sorte, tinha uma máquina de escrever portável. Precisava escolher entre a bicicleta e a Olivetti e não tive dúvidas. A partir daí, ‘nasceram’ livretos datilografados e montados por mim. Passavam de mão em mão para a leitura de toda a família e amigos. Na verdade, nascia um pequeno escritor orgulhosamente suburbano”, relembra Romulo.

Morador do bairro Amaral, quando criança desenvolveu uma rotina incansável de leitura na biblioteca da Casa dos Braga. Com apenas 10 anos, enviava croniquetas e versos para os jornais semanais da “Capital Secreta”.

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Decidiu qual seria sua profissão, quando descobriu que Rubem Braga “vivia da escrita”, e em seguida, veio primeiro o jornalismo para, enfim, migrar para a literatura.

Com seu primeiro livro, “Monge Guerreiro”, lançado de forma independente em 2017, o livro conquistou a crítica especializada, abrindo as portas do escritor no exterior, sendo lançado na Itália e, em seguida em toda Europa.

“Abrir mercado lá fora é uma missão dificílima. É preciso quebrar grilhões e transpor barreiras quase intransponíveis. O primeiro e grande passo é apostar em suas obras, como fiz, através de tradução profissional para o inglês. É o maior passo. A partir daí, resta ao autor correr atrás das editoras internacionais e torcer muito para que seus livros toquem o coração dos editores estrangeiros”, analisa o escritor.

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Inspirado em Rubem Braga e suas novas publicações

Romulo destaca que, para um escritor brasileiro, é sempre desafiador publicar e fazer algum sucesso em sua própria pátria. Muito disso por questões culturais. Mas, há um movimento que está construindo uma apaixonada geração de leitores, e ele acredita piamente no potencial literário no país.

O escritor trabalha em quatro originais inéditos em vias de publicação: “para fins de setembro, teremos o drama da Segunda Guerra “Pássaros Negros na Neve”. Para dezembro, a jornada espiritual “Quando entrevistei Jesus”, assim como a Fantasia Medieval “A Chama Eterna do Dragão”. Por fim, o infantil “Muitos Incríveis Além Daqui””, revela.

Atualmente, ele conta com três livros publicados: a fantasia medieval “Monge Guerreiro” (editora Cavaleiro Negro) e que foi publicada também em italiano e inglês (na Europa pela grande Newton Compton Editori); o romance “O Farol e a Tempestade” (editora Novo Conceito, uma das maiores do país); o juvenil “Reino dos Morcegos” (Cavaleiro Negro).

Romulo deixa um conselho para quem sonha em publicar seus livros: “persista. Não há fórmula pronta nem caminhos mágicos. Apenas não desista. Acima de tudo, escreva, escreva e escreva. E leia muito. Revise sua escrita, busque leitores-beta para avaliar seus originais e, por fim, corra atrás de seus sonhos”, finaliza.

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