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Cachoeirense prepara lançamento de EP autoral com seis faixas

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Cachoeirense prepara lançamento de EP com seis faixas autorais
Foto: Marlon Araújo
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O cenário autoral de Cachoeiro de Itapemirim está fervilhando. Com a pandemia do novo coronavírus e o impedimento das apresentações ao vivo, os músicos se dedicaram às lives e a criação de novos materiais.

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No próximo dia 30, o cachoeirense João Freitas, 25 anos, conhecido como Joaoeascoisasnaoessenciais prepara o lançamento do seu primeiro EP “Casimira Verde ou Cânhamo”, com seis faixas: (Fo-da-se) Já Não Sou Mais o Mesmo de Ontem, Parabólica, Oh Mãe, Capitão dos Ventos, Cânhamo e Show do Terno.

Com letras, em grande maioria, retratadas por meio de metáforas, o EP foi gravado no Estúdio Oficina, com a produção de Aroldo Sampaio e será disponibilizado nas principais plataformas de streaming.

“Em minhas composições, abordo coisas do íntimo, nossa relação com o “Eu” e como externamos isso para o mundo. Às vezes, de maneira mais simplista e direta, mas na maioria delas, através de metáforas”, explica o artista.

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Como a música autoral sempre esteve presente na vida dele, João relembra que desde a época de colégio escrevia letras e fazia canções, em busca de algo que ainda não tinha ciência. Vivendo profissionalmente da música há cinco anos, hoje, o músico entende o porquê das composições daquela época.

“Ainda estou no início e está sendo bem difícil, mas nada desanimador. Estou sempre estudando para melhorar, musicalmente falando, mas ser um artista musical não é apenas saber tocar bem”, afirma João.

O músico vem trabalhando e buscando aprender tudo que gira em torno da produção de um show, desde o lançamento de um disco, até a preparação e montagem de uma apresentação. Ele destaca que “music business” não é seu forte, e por isso tem dado maior atenção ao tema.

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Veia autoral

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A veia autoral sempre esteve presente. Antes de Joaoeascoisasnaoessenciais, o músico foi integrante da banda cachoeirense Hiância, onde atuava como vocalista e compositor. Produziu o EP Hiância, de 2017, e o álbum “Terra do Nunca”, em 2018.

A grafia do nome artístico chama atenção. Tudo escrito junto e sem acentuação para que desse a entender que se tratava de uma “banda de uma pessoa só”, e não um conjunto musical.

“Quando pensei no nome eu queria que visualmente falando já se fizesse entender que é apenas uma pessoa, não um grupo musical ou algo assim. O nome artístico não seria apenas “João”, sabe? Teria que ser tudo junto mesmo. Além disso, já era meu nick name do Instagram”, brinca o músico.

João destaca que o cenário autoral do Sul do Espírito Santo está prestes a ser notado, devido à grande quantidade de material de qualidade que vem sendo produzida na região.

“Tem muita coisa boa aqui, artistas muito talentosos. E para aqueles que não acreditam, não basta procurar muito, é só olhar para o lado, entende? A cena está fazendo um barulho faz tempo, e acredito que não vá demorar muito para as pessoas perceberem”, finaliza.

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