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Bebê que mora em Cachoeiro tem Covid duas vezes e, agora, enfrenta outra doença

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covid bebê
Foto: Arquivo pessoal
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Tiago tem apenas nove meses e, para a mãe, já é um ‘guerrilhaço’. Aos quinze dias de vida, o recém-nascido foi diagnosticado com Covid-19; voltou a ter a doença, recentemente e, na semana passada, médicos do hospital da Unimed, em Cachoeiro de Itapemirim, constataram que o bebê desenvolveu a chamada Síndrome de Kawasaki. Trata-se de uma vasculite de artérias de tamanho médio, principalmente de artérias coronárias, das quais 20% estão envolvidas em pacientes não tratados.

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O caçula da dona de casa, Aline Rocha e do produtor musical, Rhamon Macedo apresentou mais de 40 graus de febre, entre a noite de sábado (17) e madrugada de domingo (18). Foi levado, às pressas, para o hospital onde passou seis dias internado, inclusive na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin).

“Foram muitas lágrimas derramadas, até que o Tiago tivesse alta, nesta quinta-feira (22)”, relata Aline. Ela conta que, durante a internação do filho, a equipe médica verificou que o bebê já não apresentava sintomas da Covid. Foram exames mais detalhados, como ecocardiograma, que apontaram a Síndrome. “O Tiago precisou ficar na Utin para ser submetido ao tratamento à base do medicamento imunoglobulina”, explicou a mãe.

Aline se diz feliz e aliviada por voltar a ter o filho em casa. Acrescenta que, agora, Tiago vai fazer acompanhamento com cardiologista e, inclusive, tem consulta prevista para a sexta-feira da semana que vem. “Estamos confiantes e com muita fé de que tudo vai dar certo”, afirma a mãe do bebê, que também teve Covid, assim como o marido. A família mora no bairro Paraíso, em Cachoeiro.

Síndrome de Kawasaki e Covid

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As manifestações precoces da Síndrome de Kawasaki incluem miocardite aguda com insuficiência cardíaca, arritmias, endocardites e pericardites. Subsequentemente, podem se formar aneurismas das artérias coronárias. Aneurismas gigantes das artérias coronárias (> 8 mm de diâmetro interno na ecocardiografia), embora raros, têm o maior risco de tamponamento cardíaco, trombose ou infarto. A doença de Kawasaki é uma das causas principais de cardiopatia adquirida na criança. Tecidos extravasculares também podem sofrer processo inflamatório, como vias respiratórias superiores, pâncreas, trato biliar, rins, mucosas e linfonodos.

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