Espírito Santo

Operação da PF investiga compra de álcool gel superfaturada pela Secretaria de Saúde do ES

COMPARTILHE
381
Advertisement
Advertisement

Uma organização criminosa que forneceu álcool gel para a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) com indícios de fraude e superfaturamento foi alvo da Operação Volátil, deflagrada nesta segunda-feira (7) pela Polícia Federal.

Continua depois da publicidade

A ação investiga, ainda, a compra do bactericida com verba federal destinada ao enfrenamento à pandemia do novo coronavírus.

Sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal de Vitória foram cumpridos em residências e empresas nos municípios de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, e em Macaé e São Fidelis, no Rio de Janeiro. Documentos e provas das irregularidades em arquivos de mídia digital foram apreendidos.

A ação está sendo deflagrada em paralelo com outra fase da Operação Chorume pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro, que investiga integrantes do mesmo grupo criminoso por fraude à licitação, desvio de recursos públicos e peculato em contratos firmados com o Estado carioca.

Continua depois da publicidade

Segundo a PF, a Operação Volátil teve início após o recebimento de relatórios da CGU, do TCE e instituições conveniadas do Focco no ES, apontando irregularidades na aquisição de álcool em gel pela Sesa e no processo de compra com dispensa de licitação ocorrido nos meses de março e abril de 2020.

Auditorias realizadas pelos órgãos de controle e as investigações conduzidas pela PF indicam que a empresa que forneceu o álcool para a Sesa foi criada com a finalidade de participar do certame, sem qualquer histórico de atuação no fornecimento desse tipo de material.

Há, ainda, suspeita do uso de documento falso para comprovar a capacidade técnica de fornecimento do material contratado, como indicativo de superfaturamento no valor do bem.

Advertisement
Continua depois da publicidade

De acordo com as investigações, foi possível constatar que os empresários envolvidos movimentaram os recursos recebidos com a venda do álcool para o Governo do Espírito Santo para outras empresas do grupo, parentes e empresas em nome de terceiros, em operações financeiras típicas da prática de lavagem de dinheiro.

Cerca de 28 policiais federais participaram da operação que teve o apoio da Controladoria Geral da União e do Tribunal de Contas, órgãos integrantes do Fórum de Combate à Corrupção (Focco).

O QUE DIZ A SESA

A Secretaria da Saúde (Sesa) informa que seus procedimentos de compras observam regularmente a legislação e adotam a máxima transparência e colaboração com os órgãos de controle.

Os controles internos da Secretaria foram reforçados no período de enfrentamento à pandemia, justamente para diminuir riscos às aquisições, dentre eles o uso de sistema eletrônico de tramitação de processos, o que garante integridade.

Importante frisar que a Sesa colabora com as instâncias de controle, estadual e federal, encaminhando regularmente documentos e informações ao Tribunal de Contas e Controladoria, tendo o TCU verificado aquisições e não detectado indícios de sobrepreço.

A Sesa, até o presente momento, não foi notificada da operação, tampouco foi alvo de buscas, e seguirá colaborando com todas as investigações de todos os órgãos de controle, dentre eles a Polícia Federal.

O secretário Nésio Fernandes tratou o assunto na coletiva de imprensa concedida na tarde desta segunda-feira (07), a partir do tempo 29’29’’: https://www.youtube.com/watch?v=jPFVPNuPusQ

 

Advertisement

O conteúdo do AQUINOTICIAS.COM é protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não é permitida a sua reprodução total ou parcial sob pena de responder judicialmente nas formas da lei. Em caso de dúvidas, entre em contato: [email protected].

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here