Segurança

Menina autista de 14 anos é resgatada após ser mantida em cárcere privado em Guaçuí

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Adolescente autista cárcere privado
Adolescente ficava presa em um quarto com pouca higiene (Foto: divulgação)
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Uma adolescente de 14 anos foi resgatada, na última segunda-feira (7), após ser mantida em cárcere privado dentro da própria casa. A menina, que é autista e deficiência intelectual, ficava presa em um quarto da residência, na zona rural de Guaçuí. A alimentação era fornecida pela família por meio de uma fresta na porta. No aposento, foi encontrado um balde onde a menina fazia as necessidades fisiológicas, um galão de água para ela matar a sede, e uma cama com um colchão.

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A situação chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar por meio de uma denúncia anônima. A coordenadora do Conselho Tutelar de Guaçuí, Maria Emília Costa, disse que fez uma visita ao local, constatou a situação precária e buscou reforços para o socorro. A mãe permaneceu na casa até a chegada do resgate. O padrasto não estava na residência, mas apresentou-se à polícia e, assim como a mãe, foi liberado após prestar esclarecimentos.

“Quando chegamos para o socorro, o balde onde a menina fazia as necessidades já não estava mais no quarto. Mas temos fotos. A menina estava do mesmo jeito. Ela aparentava estar bem nutrida, mas o local tinha falta de higiene. A mãe, muito humilde, achava que não estava cometendo crime”, disse Maria Emília.

À polícia, a mãe da menina alegou que a menina ficava presa no quarto para a preservação da própria integridade física. A adolescente teria fugido e a alternativa encontrada teria sido prendê-la no local, informou a genitora. A situação, no entanto, caracteriza cárcere privado.

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“Em 21 anos de Conselho Tutelar, eu nunca deparei com uma situação assim. Nunca imaginei que poderia existir uma situação como essa. Pedimos que as pessoas denunciem para que possamos tomar providências”, disse Maria Emília Costa, coordenadora do Conselho Tutelar de Guaçuí.

Segundo Maria Emília, a menina foi tirada da família e agora está com a família paterna. “Ela foi encaminhada para a rede protetiva do município onde mora a família do pai biológico, já passou pelos atendimentos que são de direito dela, com os cuidados médicos e psicológicos. Estamos também fazendo o acompanhamento”, revelou a coordenadora.

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