Segurança

Mandante e executor da morte de policial vão a julgamento nesta quarta (23) em Cachoeiro

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Elias Borrete
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Cristiane Caldeira Burock e Felipe Barbosa dos Santos sentam nos bancos dos réus nesta quarta-feira (23), no Fórum Desembargador Horta de Araújo, em Cachoeiro de Itapemirim. A Justiça decidiu levá-los a júri popular por serem apontados, respectivamente, como mandante e executor da morte do investigador da Polícia Civil Elias Borrete Mariano.

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Esse crime ocorreu no dia 2 de setembro de 2018 na casa onde Elias morava com Cristiane, no bairro Rui Pinto Bandeira, em Cachoeiro. A polícia apurou que o assassinato foi planejado pela esposa do policial juntamente com Giovane Gama de Oliveira, apontado nas investigações como amante dela.

Cristiane e Geovani se conheceram em uma academia. Ela teria se encontrado com o amante, um dia antes do crime em um motel para entregar R$ 1 mil. O dinheiro seria usado para pagar ao executor. Elias Borrete foi morto com oito tiros disparados pela própria arma.

Criminosos

Elias Borrete
Cristiane, Giovani e Felipe

A morte do policial provocou comoção e revolta nos familiares, amigos e colegas de trabalho. A policial Marinalda, inclusive, lembra que Elias era um grande amigo.

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“Tratava todos com respeito, do preso ao juiz. Era uma pessoa de alma pura, de amizade fácil. Um amigo de verdade. Éramos quatro na delegacia e desde que ele morreu nos tornamos três, um trio triste de colegas. Pessoa simples que me ensinou muito. Contudo, acredito na justiça de Deus e que a justiça terrena irá punir de forma justa os acusados. Ele estará sempre vivo em nossas memórias. ”, disse a policial civil e amiga Marinalda.

Crime

Na noite da execução, Cristiane esperou Elias dormir e deixou o portão da casa aberto para que Felipe tivesse acesso ao imóvel e simulasse um assalto.

Ela enviou mensagem para Geovani, que avisou o assassino. Felipe usou a arma do policial para matá-lo e atirou oito vezes contra o investigador.

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Cristiane disse que sofria agressões do marido, mas o filho dela, de outro casamento, desmentiu a história. O rapaz disse que Elias era calmo e nunca agrediu sua mãe.

A filha de Borrete e Cristiane tinha cinco anos na época do crime e estava na casa no momento dos tiros. Eles estavam casados há dez anos.

O carro roubado por Felipe e as armas, uma pistola .40 e uma 380 foram encontrados na cidade de Atílio Vivácqua. A fim de escapar da prisão, o assassino se escondeu na cidade Muqui, contudo, terminou detido.

Embora tenha contado versões diferentes para a confundir a polícia, a PC descobriu que Cristiane planejou o crime junto com o amante. No entanto, os policiais tiveram certeza depois da prisão de Felipe.

Uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa concluiu o crime em nove horas. Entretanto, Giovani não teve o julgamento marcado porque seu processo ainda cabe recurso.

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