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Professor que saiu de Cachoeiro para o RJ diz não esquecer a terra natal

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Cachoeirense Ausente
Foto: arquivo pessoal
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Criado pelo jornalista, advogado e poeta Newton Braga, há quase 80 anos, o título de Cachoeirense Ausente é uma homenagem àqueles que saíram da Capital Secreta, mas que levam a cidade no coração, onde quer que estejam. Os eleitos são homenageados durante as festividades do Dia de Cachoeiro e de São Pedro, padroeiro da cidade, em 29 de junho. Em 2020 e 2021, no entanto, a pandemia mudou essa regra e, pelo segundo ano seguido, a cidade não pôde prestar homenagens aos seus cidadãos que não conseguiram esquecer a terra natal. Mas, para amenizar a saudade, nossa equipe conversou com alguns cidadãos que já receberam o título. A ideia era saber um pouco da história desses cachoeirenses. Confira: 

Michel Misse – Da terra natal para o Rio de Janeiro

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Michel Misse foi agraciado com o título de Cachoeirense Ausente em 2009. “Saí de Cachoeiro muito jovem, praticamente um adolescente. Aos 16 anos, vim para o Rio de Janeiro estudar e aqui fiquei. Aqui me formei em Ciências Sociais, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trabalho como professor na Universidade, desde 1978. Atualmente, estou aposentado como professor titular. No entanto, continuo contribuindo para o programa de pós-graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ”.

Cachoeiro, para Misse, representa suas raízes. “Toda minha formação fundamental foi em Cachoeiro. Então, estudei no Bernardino Monteiro, construir minhas primeiras amizades por lá, minha família. A cidade representa, para mim, o que há de mais fundamental na minha formação”.

Mas seu lugar preferido, diz, não existe mais. “Era a Praça Doutor Tinoco, que ficava bem perto de onde nasci e morava. No entanto, meu outro lugar preferido ainda existe, embora muito modificado. É a Praça Jerônimo Monteiro. Ali, eu me reunia com os amigos no Bar Alasca e no bilhar que ficava nos fundos do Belas Artes. Conversávamos e paquerávamos as meninas na praça. As recordações são muitas. E meu terceiro lugar preferido é o Liceu Muniz Freire, onde fiz o ginásio e entrei para para o Movimento Estudantil e a Casa do Estudante”, lembra o aposentado.

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Mas, do que mais sente falta? “Acho que mudaram muito o Centro. Acho que é legal a cidade conservar as características, principalmente na área mais antiga , e deixar a modernização avançar nas áreas mais novas. Sinto muita falta da Cachoeiro do meu tempo. Muitas coisas mudaram. Sinto falta dos amigos que faleceram”.

Assim, ele continua: “sinto muito orgulho de ser cachoeirense e gostaria de dizer, aos mais jovens, que eles devem ter orgulho de sua terra”.

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