Economia

Barômetros Globais ficam em nível alto, mas com tendências diferentes, diz FGV

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Os Barômetros Globais Coincidente e Antecedente da Economia mantêm-se em patamar elevado, mas com tendências diferentes em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). “O Barômetro Coincidente mantém a tendência de alta e alcança, em junho, o maior nível da série histórica, consolidando a recuperação da atividade econômica mundial no segundo trimestre de 2021. O indicador Antecedente, por sua vez, recua, num sinal de acomodação após a sequência de três altas significativas nos meses anteriores”, comunicou a FGV, em nota.

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O Barômetro Econômico Global Coincidente subiu 1,6 ponto em junho, alcançando 137,0 pontos, o maior nível da série iniciada em 1991. Já o Barômetro Econômico Global Antecedente recuou 7,7 pontos, para 132,4 pontos.

Todas as regiões pesquisadas tiveram evolução favorável no Barômetro Coincidente, enquanto no Barômetro Antecedente todas caminharam no sentido oposto.

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“O Barômetro Coincidente Global mostra uma evolução do nível de atividade econômica superior àquela esperada no início do ano, um movimento que se espalha por diversos setores e regiões. A despeito do recuo na margem, o Barômetro Antecedente permanece em patamar elevado, indicando a continuidade da recuperação ao longo do segundo semestre”, avaliou Paulo Picchetti, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

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O Barômetro Coincidente reflete o estado atual da atividade econômica. O Barômetro Antecedente emite um sinal cíclico cerca de seis meses à frente dos desenvolvimentos econômicos reais. Os dois indicadores são produzidos pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) em colaboração com o Instituto Econômico Suíço KOF da ETH Zurique.

A região da Ásia, Pacífico & África foi a que mais contribui para a alta do Barômetro Global Coincidente, com 1,0 ponto, seguida pela Europa (0,4 ponto) e pelo Hemisfério Ocidental (0,2 ponto).

“As avaliações sobre a situação atual continuam melhorando em todas as regiões, influenciadas pela aceleração do nível de atividade à medida que as populações vão sendo vacinadas. O nível dos indicadores das regiões do Hemisfério Ocidental e da Europa são os maiores da série histórica e o nível da Ásia, Pacífico & África é o maior desde 2010”, apontou a FGV.

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No Barômetro Global Antecedente, as três regiões contribuíram negativamente para o resultado de junho. No Hemisfério Ocidental, houve queda de 3,3 pontos, seguido pela Ásia, Pacífico & África (-3,0 pontos) e Europa (-1,4 ponto).

Daniela Amorim
Estadao Conteudo
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