Cidades

Sindicalista de Cachoeiro causa polêmica ao dizer que Paulo Gustavo foi para o inferno por ser gay e ateu

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Uma postagem nas redes sociais causou revolta nos fãs do humorista Paulo Gustavo, morto na noite desta terça-feira (4), vítima da Covid-19. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Cachoeiro de Itapemirim, Jonathan Willian Moreira Correa, escreveu embaixo de uma homenagem ao ator que ele “foi um grande artista quando na terra. Que satã o tenha com alegria”.

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Ele escreveu ainda “Que os anjos caídos o recebam com alegria… sem intolerância religiosa heim gente, pois é direito de qualquer um defender o Deus que quiser, seja do Céu ou do Inferno (sic)”. Após a repercussão negativa do comentário, Willian explicou sua versão e citou que, à luz de sua religião, é dessa forma que entende. Ele enfatiza que usou seu direito de expressão e que também foi vítima de intolerância religiosa.

“Houve uma postagem minha, no Facebook, um comentário à respeito da morte do ator Paulo Gustavo que gerou uma repercussão e uma certa intolerância religiosa das pessoas, que mal compreenderam o comentário. Na verdade, ali, eu falo que Paulo Gustavo vai ser recebido com alegria para onde ele foi, porque eu sou cristão, acredito em Jesus Cristo, mas a bíblia é categórica em I Coríntios capítulo 6:10, onde fala quem não herdará o reino dos céus”, afirma.

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O sindicalista reforça que, apesar da opinião ter repercutido mal, é preciso respeitar e amar o próximo. “Tirando essa parte religiosa, primeiramente, eu registro que temos que respeitar e amar o próximo. Jesus Cristo pregou isso, respeitar e amar. E eu sempre respeitei o ator, sempre gostei, inclusive, dos filmes dele. Sempre amei o próximo. Como pessoas civilizadas, devemos respeitar a pessoa que ele é, independente das opções dele, independente da opção religiosa dele, e do fato de ele ser ateu. Independente da opção sexual dele, por ele ser homossexual, temos que respeitar porque ele merece respeito”, diz.

Jonathan enfatiza que, segundo sua religião e o contexto bíblico em que se baseia, Paulo Gustavo “foi para o inferno porque era ateu e porque era homossexual”. Mas, esclarece que o ator “pode ter se arrependido, talvez, em algum momento de consciência no leito de morte”.

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“A consequência do que a pessoa vai colher em vida ou após a vida, é uma consequência da escolha dela. Então eu usei da minha prerrogativa, do direito de expressão que a Constituição nos garante, sem agredir e sem ser preconceituoso com as opções dele”, finaliza.

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