Grande Vitória

Na Serra, cooperativa realiza campanha para trocar lacres de latinhas por cadeiras de rodas

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Um objeto simples e que é descartado pela maioria das pessoas tem se transformado em esperança e solidariedade. Uma campanha realizada pela Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da Vale (Cretovale) tem incentivado cooperados, colaboradores e a comunidade a juntar lacres de latinhas de alumínio. Os itens coletados são vendidos, e o valor adquirido é utilizado na compra de cadeiras de rodas para doação.

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A ação da cooperativa é desenvolvida em parceria com o projeto Lacre do Bem e desde que foi iniciada já resultou na compra de dois equipamentos somente com a doação exclusiva dos cooperados. A ideia consiste em arrecadar 352 mil lacres de latinhas, o que equivale a 140 garrafas pet de dois litros cheias de lacres, que são repassados ao projeto e vendidos para reciclagem.

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Os beneficiários são escolhidos pelos próprios membros da Cretovale. A primeira cadeira foi doada para o Abrigo de Idosos Abel Lino Portela, na Serra. A segunda, à pensionista Maria das Graças Santos, 71, que teve a perna direita amputada devido à diabetes. Ela contou como a campanha a ajudou. “Quando precisava, eu usava uma cadeira emprestada. Agora tenho essa cadeira maravilhosa e posso me locomover à vontade”, comentou.

Atualmente a equipe está empenhada em arrecadar os lacres para realizar mais uma compra e poder ajudar novas pessoas. Para atingir o número necessário de lacres, a cooperativa conta com o poder da cooperação não apenas dos seus membros, mas de amigos, vizinhos e comunidade, todos reunidos em torno de um mesmo objetivo. Uma dessas pessoas é a pequena Larissa Perovano, de apenas 11 anos, que, junto com o seu avô, participa diretamente da arrecadação.

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“Fiquei sabendo da campanha na Clínica Harmonia. Na minha escola tem uma cantina, e eu pedia aos meus colegas para me dar os lacres. Muitas vezes achava no chão. Fiquei muito feliz com a entrega de quatro garrafas com lacres na Cretovale”, disse ela orgulhosa. Para a diretora da Clínica Harmonia, Kelly Rodrigues Silveira, a campanha da Cretovale incentivou a trabalhar com os alunos valores como solidariedade e a empatia.

A colaboradora da Cretovale Silvana Maria de Almeida também se dedicou à campanha. Ela espalhou pela vizinhança, no bairro André Carloni, a importância da doação de lacres. “Minha vizinha Karla Dalla foi quem mais abraçou a causa. Ela envolveu sua família que mora em Carapebus e consegue me entregar muitos lacres”, disse.

A previsão é que, muito em breve, o objetivo seja atingido e um novo equipamento possa ser doado.

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Solidariedade marca a história da cooperativa

 

O cuidado com o próximo e a realização de iniciativas que tenham como foco promover o bem-estar da comunidade são características que marcam a história da Cretovale, que neste sábado (22) completa 60 anos de atuação. A cooperativa, que é composta por trabalhadores e ex-trabalhadores da Vale, pauta a sua atuação em valores e princípios humanos.

Os primeiros passos para a organização foram dados no final dos anos 50, quando um grupo que trabalhava ao longo da Via Permanente – linha da Estrada de Ferro Vitória-Minas – criou a “caixinha” para melhorar as condições de vida dos participantes. Cada um contribuía com uma quantia mensal e, apurado o montante, o valor era sorteado entre os participantes, com os felizardos deixando de concorrer aos próximos sorteios.

A “caixinha” tinha duas conotações: para os sorteados no início, era um empréstimo amortizável suavemente e sem juros ou taxas; e para os sorteados no final, se constituía em uma poupança.

Pouco tempo depois, a ideia ganhou um cunho social: quando se sabia que um dos integrantes do grupo, ainda não sorteado, enfrentava apertos financeiros, o caso era levado ao conhecimento de todos e o sorteio era suspenso naquele mês para possibilitar o atendimento ao companheiro em dificuldades.

O sucesso foi tanto que os criadores começaram a idealizar uma organização maior, com uma estrutura jurídica, que possibilitasse ampliar o número de participantes e resultasse em uma disponibilidade de recursos de maior expressão. Os integrantes elaboraram o projeto do estatuto aprovado em Assembleia. Assim, em 22 de maio de 1961, nasceu a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da Vale (Cretovale).

De lá para cá, muita coisa mudou, como os governos, a economia e até a moeda utilizada. A Vale foi privatizada. Mesmo assim, a Cretovale superou todas essas etapas e hoje se orgulha de ter sido parceira dos empregados e aposentados do Grupo Vale em todos os momentos, oferecendo não apenas apoio financeiro, mas também inúmeras atividades educacionais e esportivas, proporcionando integração com os colegas e momentos felizes com suas famílias.

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