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Conheça as curiosidades sobre o cão farejador da PM Messi

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cão farejador
Cão farejador Messi /Foto: Rafaela Thompson
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por Rafaela Thompson com colaboração de Guilherme Gomes

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Ele é eficiente, tem faro certeiro, faz sucesso nas ruas e nas redes sociais e virou a estrela do 9º Batalhão da Polícia Militar (PMES) que fica em Cachoeiro de Itapemirim. Ah, além disso, ele tem nome de um dos fenômenos do futebol mundial. Estamos falando do cão farejador da PM Messi, um dos cães policiais mais competentes da instituição.

Por trás da atuação brilhante do cão farejador da PM nas operações que retiram drogas e armas das ruas, existe uma equipe que cuida, treina, corrige, alimenta e faz com que o desempenho de Messi nas ações de combate à criminalidade, para ele, não passe de uma brincadeira.

Antes de contar sobre a rotina e curiosidades do cão policial, vamos conhecer os militares que compõe a Companhia K9. São eles: o cabo Adriano Roveta, o cabo Pabulo e o soldado Juarez. Todos treinados e habilitados para guiar o animal durante o trabalho da polícia. Quem comanda núcleo é o tenente Egramphonte.

Cabo Adriano, cabo Pabulo e soldado Juarez | Foto: Rafaela Thompson

Confira as 20 curiosidades do cão farejador da PM Messi

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1)            O Messi é filho de cães policiais que atuam na Companhia Independente de Operações com Cães (Cioc) da PMES. Ele é da raça Pastor Alemão e sua cor é o cinza encarvoado.

2)           Na mesma ninhada de Messi nasceram outros quatro cães. Três “trabalham” na Polícia Militar e dois operam pela Secretaria de Justiça do Estado. Todos têm nomes curtos e começam com a letra m.

3)            A identificação dos cães farejadores de cria interna é feita de acordo com a letra selecionada pelos militares, ou seja, caso eles tenham nascido no canil do Cioc, aquela ninhada receberá nomes que iniciem com a mesma letra.

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4)           Messi atua no 9º BPM há dois anos e meio e, em agosto, completa cinco anos de idade.

5)           Antes de ser colocado no trabalho nas ruas, um cão farejador passa por dois anos de treinamento.

6)           Adriano, um dos condutores, conta que o cão farejador da PM recebe carinho e é muito bem cuidado pela equipe, no entanto, é tratado como um cão de trabalho e não como um pet. E é na casa do militar que ele fica quando não está participando das ações policiais.

7)            Messi é treinado pela equipe duas vezes na semana, faça chuva ou faça sol, e sempre ganha uma recompensa quando localiza armas e entorpecentes, que é um brinquedo, além da satisfação da equipe, que comemora com ele cada descoberta.

8)           Ele associa a procura pelos materiais ilícitos à alegria de seus condutores e ao brinquedo. Os tutores de Messi consideram ele, um cão com habilidades especiais.

“Não são todos os cães farejadores que possuem a capacidade dele. Ele é especial, muito habilidoso. De fato, quando comparamos com outros cães, ele se destaca. Uma agulha no palheiro”, disse cabo Adriano Roveta.

9)           Outra curiosidade sobre a Cia K9, é que a equipe é a única no Estado autorizada pela Justiça para treinar o cão com armas de fogo apreendidas pela polícia e drogas testadas, favorecendo ainda mais a capacidade olfativa dele.

10)         É fácil entender sobre a habilidade do cão farejador da PM em localizar as drogas. Ele tem o olfato treinado com partículas iguais ou simulares. Mas, como ele consegue localizar armas de fogo? Não há uma resposta específica ou cientifica quanto a isso.

Segundo os militares é possível que seja uma combinação entre odores do armamento, como óleo, ferro e pólvora. Isso porque antes de sair da fábrica, a arma é testada e disparada, ao menos, uma vez.

11)         A equipe conta que as tentativas dos criminosos em prejudicar o trabalho do cão farejador nas buscas são sempre frustradas, nada passa pelo faro do Messi.

“Uns misturam substâncias com cheio forte para tentar prejudicar o faro dele, como alho picado, fezes, produtos químicos, mas não adianta. Ele é bom de faro, sempre acha”, conta cabo Adriano Roveta.

12)         Alguns criminosos são mais ousados e espalham veneno nos locais utilizados pelo tráfico de drogas com objetivo de prejudicar a saúde do cão ou até mesmo matá-lo, mas Messi é treinado especificamente para que isso não aconteça.

13)         Mesmo que no local de busca não sejam encontradas drogas, Messi indica o caminho feito pelos criminosos que estavam com entorpecentes naquela área pelo odor humano.

14)         A equipe conta que o sucesso nas buscas em que o animal participa é possível porque há um trabalho conjunto, entre cão e o PM. É preciso guiar o farejador até os locais que sejam utilizados por criminosos para esconder drogas e armas, além de observar o comportamento do animal.

“Por exemplo, um focinho levantado, um olhar para cima, a forma em que balança o rabo, a forma que se senta e para onde fixa olhar, certamente, há drogas ou arma no telhado, é preciso ficar atento aos sinais. ”, contam os policiais.

15)         O caso mais marcante de atuação do cão farejador da PM para a equipe não foi pela quantidade de drogas que localizou. Mas, numa das ocorrências, Messi indicava uma parede, azulejada, no banheiro de uma residência, como se ali tivesse algo que estivesse chamando sua atenção. No entanto, não havia nenhum indício de que ali, pudesse ser um esconderijo. Policias foram até o lado de fora da residência, fizeram as buscas, mas também não encontraram nada. Quando deixavam o local, Messi ficou agitado ao passar em frente ao muro que cercava a casa e bem na direção do banheiro, havia dois pequenos buracos, onde estavam duas buchas de maconha.

16)         Como o Messi não é muito querido por traficantes e bandidos, ele precisa ser constantemente monitorado e acompanhado por agentes. Todo cuidado é pouco para que ele não seja, por exemplo, envenenado.

17)         E Messi também tem seus momentos de folga. Para cada hora em ação, ele precisa descansar, ao menos, duas outras horas.

18)       O tenente Egramphonte conta que em algumas abordagens em que não é possível encontrar entorpecentes que estejam muito bem escondidos só de insinuar a presença do cão farejador no local, criminosos acabam confessando onde guardaram a droga porque sabem que Messi não deixa passar nada.

 “Às vezes nem é preciso acionar o K9 numa ocorrência, só de citar o nome do Messi os criminosos já logo entregam a droga, eles sabem que se trouxermos o animal, certamente ele indicará o local. ”.

19)       Messi é mesmo um cão muito forte. Por duas vezes ele contraiu a febre maculosa, uma das doenças mais letais do mundo animal, e conseguiu se recuperar bem e sem sequelas. Isso porque ele recebe uma alimentação de qualidade, vermífugos, vitaminas e faz check-up duas vezes por ano.

20)         Um cão farejador da PM, normalmente, aposenta aos oitos anos ou quando indica que já não se sente mais satisfeito em atuar nas operações. Há casos na Polícia Militar do Espírito santo em que a cria se aposentou aos sete anos e o reprodutor não quer parar de atuar junto à polícia.

Quando um cão farejador da PM deixa de fazer parte do quadro do núcleo de operações com animais ele fica sob a tutela de um de seus condutores ou ficam no canil do Cioc, até encontrarem um novo dono, no entanto, isso raramente acontece, porque um herói jamais deixa um parceiro para trás.

De acordo com os militares do K9, todo êxito da equipe se deve, além da dedicação dos integrantes, ao apoio do comandante do batalhão, tenente-coronel Fabrício Martins, que estruturou a equipe e coopera com o trabalho da Cia diretamente.

Esta reportagem é dedicada a sargento Kotasek, chefe da P5 do 9º BPM – setor de comunicação da Polícia Militar – que auxiliou os jornalistas Rafaela Thompson e Guilherme Gomes na produção desta reportagem.

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