Política Regional

Após ser alvo de operação da PF, senadora Rose de Freitas diz que não cometeu atos ilícitos

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Foto: Divulgação/Agência Senado
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Após ter sido alvo da operação “Corsários”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (12), com o objetivo de investigar uma organização criminosa que atuava na CODESA (Companhia Docas do Espírito Santo), a senadora capixaba Rose de Freitas (MDB), emitiu nota afirmando que foi pega de surpresa e que não cometeu atos ilícitos.

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De acordo com a parlamentar, ela foi surpreendida às 9h pelo mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Nunes Marques, do STF, em seu apartamento funcional onde reside, em Brasília, desconhecendo, até o início da noite desta quarta-feira, as razões do mandado.

“Reafirmo não ter cometido qualquer ato ilícito ao longo dos oito mandatos exercidos na vida pública. Fui igualmente surpreendida pelas prisões de meu irmão e de meu assessor, realizadas no estado do Espírito Santo. Confio no reestabelecimento da verdade e na apuração das possíveis motivações que ensejaram tamanha agressão. Identifico claramente uma tentativa de desabonar minha honra e dignidade”, disse em trecho da nota enviada a imprensa.

A parlamentar diz que não cederá a pressões, independentemente de sua origem, e que Providências legais cabíveis estão sendo tomadas para que os fatos sejam devidamente esclarecidos e apurados.

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“Sempre exerci com coragem, ética e dedicado trabalho os mandatos que honradamente recebi do povo do Espírito Santo. Todos os demais esclarecimentos serão prestados pelos nossos advogados, que se pronunciarão oportunamente”, finalizou.

A operação

A operação Corsários, segundo a Polícia Federal, teve início com o recebimento de denúncia de exigência de vantagens ilícitas por servidores da CODESA em contrato de locação de veículos.

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“As apurações revelaram a existência de uma verdadeira organização criminosa infiltrada na empresa pública, por meio da indicação de pessoas de confiança do grupo para postos chaves, permitindo dessa forma a interferência nos certames, o superfaturamento e desvio dos valores pagos nos contratos subsequentes”, relata a PF.

Para receber os recursos desviados, o grupo investigado utilizava um escritório de advocacia, responsável por simular a prestação de serviços advocatícios para lastrear a movimentação dos valores. As investigações revelaram ainda que a lavagem do dinheiro ilegal também acontecia por meio da compra de imóveis de luxo e do pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.

“Existem ainda indícios de fraudes em contratos firmados com outras empresas no mesmo período. Os fatos investigados ocorreram entre os anos de 2015 e 2018. A investigação contou com a colaboração da atual gestão da CODESA, que em auditoria realizada estima que somente em dois dos contratos auditados a organização criminosa pode ter desviado cerca de R$ 9 milhões”, revela a polícia.

Os mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em razão do indício de envolvimento da senadora, que tem prerrogativa de foro.

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