Esporte Nacional

Gabriel faz doisgols na Libertadores e Flamengo supera a LDU; vejas os lances

COMPARTILHE
31
Advertisement
Advertisement

O Flamengo continua imbatível na Copa Libertadores. Nesta terça-feira, após primoroso primeiro tempo e enorme sufoco na dura altitude de 2.850 metros de Quito, contou mais uma vez com a estrela de Gabriel para ganhar sua terceira partida. Após levar o empate, fez 3 a 2 com seu artilheiro e subiu para os nove pontos, com 100% de aproveitamento no Grupo G. O camisa 9 igualou os 16 gols de Zico na história da competição.

Continua depois da publicidade

Para quem assistiu apenas o primeiro tempo, jamais poderia imaginar que o Flamengo levaria enorme massacre na volta do vestiário e só conseguiria buscar o gol da vitória aos 40 do segundo. Foram 45 minutos brilhantes dos cariocas enquanto teve fôlego e uma parte final de enorme sofrimento.

Após o intervalo, o efeito da atitude foi devastador e quem massacrou desta vez foram os equatorianos. Os 2850 metros derrubaram o Flamengo, que caiu bastante de produção, cedeu o empate e viu o adversário desperdiçar chances da virada. Num raro ataque, surgiu o pênalti que definiria a vitória gigante flamenguista. Gabriel fechou a conta com seu segundo gol na partida. Ele ainda havia dado a assistência para Bruno Henrique. O resultado deixa a vaga muito bem encaminhada às oitavas de final.

O Flamengo tinha duas batalhas pela frente quando pisou no estádio Casa Blanca: a altitude e a invencibilidade da LDU em seu país, no qual não havia perdido no ano e vinha de 12 aparições sem derrotas.

Continua depois da publicidade

Para piorar, o técnico Rogério Ceni tinha desfalques importantes do zagueiro Rodrigo Caio e do meio-campista Gerson. Bruno Viana, na defesa, e João Gomes como volante foram os escolhidos para a batalha de Quito que não existiu.

A promessa de sufoco inicial e de postura ofensiva da LDU ficaram apenas nas palavras. Com somente 30 minutos, o Flamengo já tinha confortável vantagem de 2 a 0 no placar. E, com amplo domínio do jogo, sem ver Diego Alves trabalhar, poderia até estar com um placar ainda mais elástico.

Advertisement
Continua depois da publicidade

Everton Ribeiro, diferentemente de outras partidas, finalmente estava “acordado”. Obrigou o goleiro a bela defesa e, de seus pés, saiu o passe preciso para Gabriel abrir o placar logo com dois minutos. O artilheiro ainda atuaria de garçom para Gerson ampliar com um golaço da entrada da área. Não fosse o goleiro Gabbarini e a LDU iria para o vestiário com goleada nas costas.

Os três cartões amarelos em 35 minutos foram uma síntese do primeiro tempo. A LDU não viu a cor da bola e só conseguiu parar o Flamengo nas faltas. Até seu técnico foi punido, este por reclamação pela irritação com o massacre que presenciava. A coisa estava tão feia a ponto de ele e seu auxiliar de reunirem na beira do campo atrás de uma solução antes mesmo de a etapa findar.

A apresentação sofrível fez o técnico Pablo Repetto mudar logo três peças no intervalo e a acabar com o esquema de três defensores. No Flamengo, sem trabalhar, Diego Alves sentiu desconforto na coxa direita e saiu para entrada de Hugo Souza.

A ousadia de Repetto “recolocou” a LDU rapidamente no jogo. Em cinco minutos teve duas grandes chances e, com Borja, de cabeça, diminuiu o placar. Enfim, a pressão tão bradada apareceu no Casa Blanca. Borja chutou duas vezes na rede pelo lado de fora antes de Amarilla empatar, aos 15.

O ótimo Flamengo do primeiro tempo ficou no vestiário. Só os equatorianos jogavam na etapa decisiva, numa clara demonstração que a altitude havia pesado para os cariocas. Nada dava mais certo. A mostra da reviravolta no jogo foram as 10 finalizações em somente 17 minutos.

A forte reação da LDU podia surtir até a virada. Aquele futebol de enorme pressão, contudo, foi caindo com o passar do tempo. Os equatorianos também perderam o gás e, enfim, o Flamengo conseguiu sair de trás. Já não apenas se defendia e, num raro ataque na etapa, viu Corozo fazer um pênalti bisonho em Arrascaeta.

Gabriel ajeitou com carinho, respirou fundo e deslocou o goleiro Gabbarini. Seu 16º gol na história da Libertadores, igualando Zico, o maior ídolo flamenguista. Faltavam cinco minutos mais os acréscimos para o time rubro-negro resistir e segurar a importante vitória. Conseguiu.

FICHA TÉCNICA:

LDU 2 x 3 FLAMENGO

LDU – Gabbarini; Luis Caicedo (Muñoz), Ordóñez e Corozo(Quintetos); Perlaza, Alcívar, Piovi (Espinoza), Zunino (Amarilla) Arce e Cruz (Ayala); Borja. Técnico: Pablo Repetto.

FLAMENGO – Diego Alves (Hugo Souza); Isla, Willian Arão, Bruno Viana (Gustavo Henrique) e Filipe Luís; João Gomes (Hugo Moura), Diego, Everton Ribeiro (Vitinho) e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel (Renê). Técnico: Rogério Ceni.

GOLS – Gabriel, aos 2, e Bruno Henrique, aos 30 minutos do primeiro tempo. Borja, aos 4, Amarilla, aos 15, e Gabriel (pênalti), aos 40 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Piovi, Espinoza, Caicedo, Corozo e Alcívar (LDU); Hugo Souza, Gabriel e Diego (Flamengo).

ÁRBITRO – Esteban Ostojich (Uruguai).

RENDA E PÚBLICO – Jogo sem torcida.

LOCAL – Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador.

Fábio Hecico, especial para a AE
Estadao Conteudo
Copyright © 2021 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Advertisement

O conteúdo do AQUINOTICIAS.COM é protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não é permitida a sua reprodução total ou parcial sob pena de responder judicialmente nas formas da lei. Em caso de dúvidas, entre em contato: [email protected].