Segurança

Menino que matou amigo com tiro acidental no dia do aniversário se apresenta à polícia em Guaçuí

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Um dia após Eduardo Carvalho Vieira ser sepultado em Guaçuí depois de ser atingido por um tiro acidental na cabeça, efetuado por um amigo dele, no dia de seu aniversário de 18 anos, na última segunda-feira (12), o suspeito do crime, também de 18 anos, se apresentou à polícia.

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A fatalidade aconteceu por volta das 16h, em uma casa às margens da ES 484, que liga Guaçuí a São José do Calçado, próximo ao antigo Restaurante Sabor da Mata.

Segundo o adolescente contou em depoimento à Polícia Civil, ele, Eduardo e outros dois amigos estavam em sua residência e decidiram fazer um churrasco naquele feriado. Em certo momento, pegou a arma calibre 38 – que havia comprado há dois meses de um caminhoneiro por R$ 500 – para mostrar aos amigos e perguntar se conheciam interessados em comprar o revólver.

Ainda segundo o autor, no momento da demonstração, ele retirou as munições, mas não percebeu que ainda havia um projétil no tambor da arma. Para os policiais, o rapaz contou que enquanto manuseava o armamento, o revólver disparou acidentalmente e logo percebeu que o tiro havia acertado a cabeça de Eduardo.

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Ele relatou que a vítima estava sentada ao seu lado esquerdo na varanda da casa junto aos outros rapazes, e que nenhum deles consumiu bebida alcoólica naquele dia.

Antes do disparo, Eduardo e os outros meninos também manusearam arma que acreditavam, segundo o depoente, estar desmuniciada. Portanto, ele negou que o grupo estaria brincando de roleta russa.

Ainda de acordo com o autor, ao ver o amigo baleado, ele se desesperou, e começou a gritar “matei meu amigo, meu deus”, jogando a arma em um matagal e fugindo à pé sentido ao trevo de São José do Calçado.

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No depoimento, ele disse que entrou em uma mata às margens da rodovia e ficou escondido lá até o amanhecer. Ao saber que Eduardo havia morrido no hospital, o rapaz acionou a mãe e pediu orientação para que pudesse se apresentar na delegacia.

O menino contou, ainda, que está muito arrependido, que era amigo de Eduardo desde a infância e que nunca tiveram desavenças. Apesar de ter sido ouvido pela polícia, o autor não foi preso, já que não estava mais em flagrante e se apresentou espontaneamente antes do mandado de prisão ser expedido pela Justiça.

O rapaz vai responder por homicídio doloso, ou seja, mesmo que não intencional, ele assumiu o risco de causar morte quando passou a manusear a arma.

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