Esporte Nacional

Retorno de lockdown no DF proíbe realização de eventos esportivos

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Os mais de 300 mil mortos pela ação do novo coronavírus no Brasil mais uma vez é responsável por conturbar o calendário de jogos do futebol nacional. O estado de lockdown em Brasilia voltou a entrar em vigor após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendendo a decisão anterior que permitia a realização de atividades esportivas.

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O estádio Mané Garrincha seria palco de três jogos já a partir deste final de semana, sendo que dois deles são finais de Campeonato. No domingo, Flamengo e Palmeiras decidem a Supercopa do Brasil enquanto que na quarta, o time paulista recebe o Defensa Y Justicia pela Recopa Sul-americana. Na terça, o Santos mandaria a partida contra o San Lorenzo pela Libertadores. Diante de tamanho impasse, o governador Ibaneis Rocha vai tentar recorrer da decisão a fim de garantir a realização das partidas.

A decisão pega de surpresa também os clubes envolvidos. Tanto Palmeiras como Flamengo reservaram a semana para treinos visando este confronto e chegaram a reservar hotel em Brasília. A CBF ainda não se manifestou sobre essa decisão e nem se pode haver uma nova data ou local para a disputa da Supercopa.

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O avanço do novo coronavírus na cidade fez com que Brasília entrasse no sistema lockdown durante o mês de março. Nesse período, atividades consideradas não essenciais foram proibidas. O último dia 30, após o fim do prazo de restrição, uma nova liminar foi proferida pela Juíza Kátia Balbino de Carvalho Ferrreira determinando a extensão das medidas restritivas a partir de abril. No entanto, o governo do Distrito Federal recorreu da ação.

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De acordo com o raciocínio do desembargador Souza Prudente, o lockdown decretado em março ainda não reduziu o número de vítimas da covid-19. “Há uma escalada no risco de colapso do serviço de saúde público e privado no DF não se justificando o relaxamento de tais medidas”, comentou.

Em Brasília, o panorama é caótico já que 98% dos índices de ocupação de leitos das Unidades de Terapia Intensiva na rede pública estão ocupados. Nesse mesmo quadro encontra-se também a rede privada que tem 98,12% das vagas preenchidas.

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