Segurança

Suplente de vereador sequestrado em Brejetuba é o mandante do crime, diz polícia

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Foto: DivulgaCand - Justiça Eleitoral/ES
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Investigações iniciadas pela Polícia Civil apontam como mandante do sequestro e das ameaças contra o vereador Antônio Bonifácio de 46 anos – conhecido como Antônio da Saúde (Cidadania) – o primeiro suplente do cargo ocupado pelo parlamentar na Câmara Municipal de Brejetuba, Josué José Celirio, 42 anos, também filiado ao Cidadania.

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O crime aconteceu no dia 17 de fevereiro deste ano e o suspeito de ter raptado a vítima foi preso oito dias após o crime. Segundo o delegado Cláudio Rodrigues, quatro pessoas estão envolvidas no caso, sendo o mandante, Josué, o sequestrador, Ronivon, outro acusado de participar da extorsão, Ricardo Rodrigues, e um último partícipe que protocolou o pedido de renúncia do vereador no Legislativo.

Rodrigues, que é o titular da Delegacia de Brejetuba, informou que nesta quarta-feira (3), uma operação para tentar prender os suspeitos foi deflagrada em Mutum, município mineiro, onde Ricardo Rodrigues reside, além de buscas em locais estratégicos na cidade onde ocorreu o crime. Josué e Ricardo são considerados foragidos.

Participaram da operação os delegados Bruno Rodrigues de Muniz Freire; Geraldo Peçanha de Domingos Martins; policiais civis; além do apoio do delegado Henrique Rabello, de Lajinha, em Minas Gerais, e de sua equipe.

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“Estamos bem próximos da conclusão do inquérito. Já identificamos e sabemos a participação de cada um no crime. Quero destacar o trabalho importante dos policiais civis de Brejetuba que estão há uma semana empenhados na identificação dos envolvidos, trabalhando sem parar e produzindo as provas para realizar um inquérito bem fundamentado”, afirmou.

Os investigados não foram encontrados durante a operação, mas, as buscas continuam. Vale ressaltar que a população pode ajudar o trabalho da polícia denunciando os possíveis esconderijos destes criminosos por meio do 181. Não é preciso se identificar.

O delegado destacou, ainda, o trabalho do Ministério Público de Brejetuba, principalmente, a relação de parceria e confiança entre as instituições, além da resposta rápida da Justiça referente as expedições dos mandados de prisão, que foram fundamentais na elucidação do caso.

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Crime

O caso veio à tona após o deputado estadual Hudson Leal denunciar o crime no plenário e avisar ao Ministério Público e a Polícia Civil após o parlamentar assinar o termo de renúncia sob grave ameaça e constrangimento depois de ter o filho, que estuda em Vitória, jurado de morte.

O político, que seguia para uma sessão no dia do crime, inocentemente, aceitou a carona oferecida pelo suspeito, por conhecer o criminoso. Já que o homem é muito popular na cidade. No caminho, um outro homem entrou no veículo, momento em que passaram a ameaçar o vereador e afirmaram que caso ele não desocupasse o cargo na Câmara, iriam matar seu filho.

Durante a viagem, a dupla ameaçava e coagia psicologicamente Antônio, que ficou durante cinco horas sob poder dos criminosos. Depois das ameaças, ele foi abandonado em Viana.

Segundo Rodrigues, um dos suspeitos soube que a polícia estava à sua caça e se apresentou na delegacia junto com seu advogado, mas, acabou preso por estar com um outro mandado de prisão em aberto por crime de receptação.

Caso contrário, ele teria sido ouvido e liberado, já que a Justiça ainda não havia expedido o mandado de prisão referente ao sequestro. Antes mesmo da detenção do sequestrador, o mandante do crime havia sido identificado, já que toda a cidade sabe a quem interessava a vaga no Legislativo.

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