Coronavírus

Só fecho meu estabelecimento com mandado judicial ou se for preso, diz empresário de Cachoeiro

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O empresário Gilson Rosa decidiu manter as portas de seu estabelecimento comercial aberto, mesmo com o decreto do Governo do Estado, que restringe o exercício de algumas atividades em todo o Espírito Santo até o próximo dia 31. Ele participou de um protesto realizado na tarde desta terça-feira (23), na Câmara de Vereadores de Cachoeiro de Itapemirim.

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Gilson conversou com a reportagem do Aqui Notícias, e desabafou que teve o estabelecimento fechado na última segunda-feira (22). “Três viaturas da Guarda Municipal, duas da Polícia Militar, uma do Corpo de Bombeiros e dois carros da Prefeitura de Cachoeiro com dois fiscais, um de obra e um de transportes, estiveram no meu estabelecimento. Me autuaram e pediram que baixasse a porta imediatamente. Tive que baixar as portas e jogar quase 500 salgados fora”, contou.

O empresário questionou os critérios utilizados para definir as atividades essenciais. “O que me dá indignação é fazer uma pergunta: aqui na minha frente tem uma loja de chocolates aberta e atendendo o público. Está atendendo porque é alimentos. A cooperativa de laticínios do município está atendendo o público presencial. É alimento. Salgado é o que? Lixo? Essa é minha indignação. Se fosse para que todos fecharam, eu fecharia. Mas, metade aberto, e os privilegiados funcionando com alimento e eu não podendo funcionar, não aceito e não vou aceitar. É por isso, que estou saindo daqui e vou abrir meu estabelecimento. Só fecho meu estabelecimento com mandado judicial ou se for preso”, completa.

Confira o vídeo com o desabafo do comerciante!

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Fiscalização

Desde a última quinta-feira (18), data do início da quarentena decretada pelo governo estadual para frear a transmissão do novo coronavírus no Espírito Santo, as equipes de Fiscalização da Prefeitura de Cachoeiro já percorreram 45 bairros e distritos e realizaram 364 vistorias em estabelecimentos comerciais.

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Também foram apuradas 17 denúncias de desrespeito às restrições, 16 delas encaminhadas pelo Disk Aglomeração. As abordagens resultaram em 35 notificações expedidas.

Atualmente, com exceção de 24 serviços considerados essenciais, os estabelecimentos comerciais do Espírito Santo podem funcionar apenas com entrega por delivery, estando proibida a realização de atendimentos presenciais ou por drive thru até 31 de março.

Para fiscalizar os estabelecimentos, as equipes da Prefeitura contam com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

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