Aqui nas Cidades

Sem vacina, trabalhadores de funerárias e coveiros estão com medo do que virá no ES

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Com medo e sem saber como será o próximo dia de trabalho, os agentes funerários do Espírito Santo seguem lutando pelo direito de estarem no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. Essa foi a bandeira levantada pelo presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Espírito Santo (Sindefes), Nilson Gonçalves Batista, durante uma entrevista ao programa Aqui nas Cidades desta quarta-feira (31).

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Segundo Nilson, desde o início da pandemia já foram protocolados vários pedidos para que os trabalhadores de funerárias e coveiros fossem incluídos no grupo prioritário de vacinação dos municípios. Até hoje isso não aconteceu, salvo exemplo de poucos municípios do Estado que já vacinaram esses profissionais. Enquanto isso, agentes e coveiros se sentem excluídos e sem oportunidade.

“Nós somos a linha de frente. Parece que a categoria das empresas funerárias é o último biscoito do pacote, só aparece quando tem um problema. Alguns colegas chegaram para vacinar e disseram: não, vocês não podem vacinar. Ficamos sabendo que os municípios estão com essa responsabilidade, mas, tem má vontade das pessoas que estão nos atendendo. Não queremos benefício, estamos brigando por direitos. Quem trabalha no cemitério, geralmente são pessoas humildes e simples, se não brigarmos por eles, não vão ser vacinados”, desabafou Nilson Gonçalves.

A reivindicação do sindicato tem como base a saúde dos profissionais, porém, a preocupação também é de faltar mão de obra no momento em que o número de mortos aumenta a cada dia no país. “Vão esperar o pessoal adoecer? Nossa preocupação é começar a adoecer e faltar essa mão de obra”, desabafou.

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Projeto em tramitação

Tramita na Assembleia Legislativa (Ales) um Projeto de Lei (PL) que prevê a inclusão dos agentes funerários na lista prioritária para o recebimento das vacinas contra a Covid-19.

A proposta contempla coveiros, atendentes, motoristas, auxiliares e demais trabalhadores de serviços funerários e de autópsias. Para ter direito a prioridade de vacinação, o profissional precisará comprovar vínculo empregatício de no mínimo 60 dias.

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Segundo a deputada Janete de Sá (PMN), autora do texto, esses profissionais precisam de proteção por estarem diretamente expostos ao contágio pelo vírus.
“O trabalho dos agentes funerários inclui a retirada de corpos em hospitais e residências ou estar em contato direto com as famílias das vítimas que vieram a óbito por Covid-19, que, inclusive, podem estar contaminadas”, explica a parlamentar na justificativa do projeto.

Falta de urnas e covas

Com o aumento das mortes por Covid-19, os fornecedores de urnas estão tendo dificuldade para conseguir a matéria prima, logo, a disponibilidade nas cidades pode ser prejudicada e faltar caixões em todo o Brasil. Além disso, os cemitérios, que já sofrem com a superlotação há anos, estão ficando sem túmulos.
“Está faltando matéria prima. Falei com donos de fábricas no Espírito Santo e se eles têm o pedido de 100 unidades, só conseguem mandar 50. Não tem matéria prima, há escassez de material no ramo. Quanto aos cemitérios, as cidades de Vila Velha, Cariacica e Viana, estão com problemas nos cemitérios. Vitória só permite o sepultamento de pessoas que moram na cidade”, explicou o presidente do Sindefes.

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