Cidades

Hospital Infantil de Cachoeiro registrou 4 mortes e 40 casos de Covid em um ano

COMPARTILHE
Foto: Divulgação
1517
Advertisement
Advertisement

A morte de um bebê de apenas dois meses na última segunda-feira (15), por complicações causadas pela Covid-19, comoveu moradores de Cachoeiro de Itapemirim e acendeu um alerta em meio a uma nova fase de aceleração de casos no Estado, que inclui a contaminação de crianças que evoluem negativamente após a infecção pelo vírus.

Continua depois da publicidade

De março de 2020 a 15 de março deste ano, o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa) de Cachoeiro registrou 40 casos de crianças e adolescentes que precisaram de internação após diagnóstico positivo para coronavírus.

Neste período, o Hifa registrou quatro mortes. Em maio do ano passado, um adolescente de 14 anos morreu com a doença. Em julho, um de 16. Em setembro, um bebê de 11 meses não resistiu as complicações causadas pela Covid. E, agora, o falecimento do bebê de dois meses. Primeira morte de criança registrada em 2021.

De acordo com o hospital, em relação ao último caso, o quadro clínico do bebê evoluiu negativamente em poucas horas, mesmo a equipe médica realizando todas as manobras para reverter o quadro. Ele deu entrada às 8h30 e morreu cinco horas depois, às 13h30.

Continua depois da publicidade

A criança chegou à unidade apresentando insuficiência respiratória e logo foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. O bebê já estava enfraquecido, o que fez o quadro evoluir para choque séptico e, em seguida, parada cardiorrespiratória.

Inicialmente, os pais levaram a criança ao hospital por acreditarem que o filho estaria engasgado e, por isso, estava com dificuldade para respirar. Resultados dos exames apontaram que o menino estava contaminado com o coronavírus e que tinha grave comprometimento dos pulmões.

Foto: Vinícius Fagundes /// Arquivo Pessoal

De acordo com o médico Vinícius Fagundes, que atua no hospital que é referência em atendimento à criança em Cachoeiro, os responsáveis pelos pequenos devem redobrar a atenção em relação aos sintomas característicos da doença e que também são comuns fora do contágio.

Advertisement
Continua depois da publicidade

“Os sintomas mais relatados pelos pais são tosse, febre, coriza, obstrução nasal, dor de garganta, dor no corpo, prostração, diarreia, falta de ar e cansaço. Por isso, devem ficar atentos a estes sintomas para o quadro não evoluir e a procura pelo atendimento médico ser tardia, aumentando as chances do caso se tornar grave ou, até mesmo, evoluindo a óbito”, orienta o especialista.

Fagundes explica, ainda, que caso a criança tenha sintomas gripais leves deve ser tratada em casa, mas, se tiver febre persistente, diarreia intensa, ficar abatida e cansada, deve ser levada ao Pronto Atendimento para avaliação.

Ele enfatiza que, além da pandemia do novo coronavírus, outras doenças que causam Síndromes Respiratórias Graves circulam entre a população e são tão perigosas quanto a Covid-19.

“Outros vírus como a crupe viral, bronquiolite, Vírus Sincicial Respiratório (VRS), influenza e outros podem causar problemas respiratórios graves e são altamente contaminantes. A população precisa ficar alerta. Não existe somente a Covid-19. Devemos manter os hábitos de higienização e cumprir o distanciamento social. Estamos no período do ano em que, caracteristicamente, os casos de doenças respiratórias aumentam”.

Crianças que têm diabetes, hipertensão, cardiopatias, imunodeficiências, doenças pulmonares e outras doenças crônicas devem ter o cuidado intensificado.

Reações pós-covid

Pesquisas apontam que pessoas de 0 a 19 anos podem desenvolver síndromes após a infecção por Covid-19, mesmo as assintomáticas e que já estão curadas, afirma o médico.

Os sintomas variam, mas, os mais comuns são vermelhidão na pele, febre, conjuntivite e falta de ar. Esses sintomas são muito parecidos com o da Síndrome de Kawasaki, mas podem estar ligados à Covid e há registros destes episódios em crianças.

Volta às aulas

Apesar das aulas presenciais estarem suspensas no ES, Fagundes ressalta que é importante que os pais ou responsáveis conversem com as crianças sobre o comportamento adequado durante o período de aula e sempre que possível checar se o estabelecimento de ensino está cumprindo as regras de segurança para conter a disseminação do vírus.

“A transmissão do vírus ocorre, principalmente, por meio de contato físico com contaminados e por gotículas expelidas ao tossir ou espirrar. Ainda não é claro o tempo de vida do vírus em ambientes e objetos, por isso, é importante a utilização do álcool em gel. É preciso explicar, mesmo de forma lúdica, às crianças sobre a importância do uso da máscara, de lavar as mãos com frequência e de não abraçar ou cumprimentar os colegas na sala de aula”.

Familiares contaminados

Caso a criança tenha contato com familiares e pessoas que testaram positivo, estão sob suspeita da doença, sintomas leves ou assintomática, não é preciso se deslocar desnecessariamente ao Pronto Atendimento.

A família pode reforçar a alimentação fazendo opções mais saudáveis e focando na hidratação, mantendo o isolamento até que o período recomendado se encerre.

Advertisement

O conteúdo do AQUINOTICIAS.COM é protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não é permitida a sua reprodução total ou parcial sob pena de responder judicialmente nas formas da lei. Em caso de dúvidas, entre em contato: [email protected].