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Onze regiões do RS passam a ter classificação de risco altíssimo

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O Rio Grande do Sul chegou a uma situação crítica em relação à covid-19. O governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB), anunciou no início da noite de sexta-feira, 19, que 11 regiões, incluindo a capital Porto Alegre, passaram a estar sob regime de bandeira preta (risco altíssimo), a mais grave do sistema adotado pelo Estado desde o princípio da pandemia.

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Com a adoção da bandeira preta as aulas presenciais foram todas suspensas, já que algumas escolas particulares tinham retomado o ensino público planejava a volta às aulas a partir do dia 22. Além disso, o governo também anunciou a restrição geral de atividades em todo Estado entre às 22h e 5h, regra que passa a valer a partir de sábado, 20.

Com a decisão do governo estadual, 68% da população gaúcha estaria sob risco máximo de contaminação. A mudança foi motivada pelo crescimento de internações, que subiram 43% em leitos clínicos e 22% em UTIs.

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Foram colocadas sobre bandeira preta as regiões de Canoas, na região metropolitana, Capão da Canoa, no litoral norte, Caxias do Sul, na Serra, Erechim, no Norte, Lajeado, Vale do Taquari, Novo Hamburgo, Vale dos Sinos, Palmeira das Missões, Noroeste, Passo Fundo, Norte Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Taquara, no centro do Estado.

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O aumento nos casos acontece após uma série de flexibilizações serem realizadas no Estado. Em Porto Alegre, o prefeito Sebastião Melo (MDB) vinha adotando medidas cada vez mais flexíveis desde que tomou posse em janeiro. Ele defendia essas medidas como forma de impulsionar a economia. Ainda na sexta de manhã, Melo havia anunciado a retomada das aulas presenciais a partir de segunda-feira, 22. “Lugar de criança é na escola”, afirmou o prefeito durante uma live.

Desde o final de 2020, o litoral norte do Estado registrava aglomerações e festas na beira-mar. A situação ficou ainda mais caótica durante o carnaval, com festas diárias e sem ações de dispersão.

Durante o anúncio da adoção de bandeira preta, a secretária de Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann, deixou claro a necessidade dos municípios de repensarem sua postura diante da pandemia. “A bandeira preta mostra que as regiões precisam mudar a forma como estão.”

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Eduardo Amaral, Especial para o Estadão
Estadao Conteudo
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