Política Regional

“Muitas informações deixaram de ser passadas”, desabafa prefeito de Alegre sobre processo de transição

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Em entrevista dada ao programa Aqui nas Cidades, nesta terça-feira (12), pelo AQUINOTICIAS.COM, o prefeito recém-empossado de Alegre, Nirrô Emerick, falou sobre a situação que encontrou o município e revelou um novo problema: dívida com precatórios no valor de R$ 500 mil.
De acordo com Nirrô, a dívida, herdada da administração passada, se não for paga, pode causar o bloqueio das contas da Prefeitura, afetar serviços e até o pagamento dos servidores públicos. Além disso, a previdência própria de Alegre figura entre os cinco piores regimes do Estado.
O prefeito conta que a administração anterior garantiu que não deixaria restos a pagar, mas, a realidade foi bem diferente. A cobrança de R$ 500 mil de precatórios, que deveria ter sido paga no dia 31 de dezembro de 2020, chegou para a Prefeitura de Alegre no último dia 5, num momento onde a cidade está sob um Decreto de Emergência Administrativa e Financeira em vigência.
“Algumas informações deixaram de ser passadas como deveriam, mas, foi um processo harmonioso de transição, mas sempre fica alguma questão que foge do meu conhecimento e pode ter sido deixado de ser passado. A informação era que ele não deixaria restos a pagar, mas acabou deixando, e esse precatório aí, que se eu não pagar, as contas da Prefeitura serão bloqueadas, gerando ainda mais problemas para o município”, desabafou Nirrô.
Sem dinheiro em caixa para saldar a dívida, o prefeito de Alegre se reúne nesta quarta-feira (13) com o Procurador do Tribunal de Justiça do ES para tentar reverter a situação.
Outras dívidas como o não pagamento de um mês de serviços à empresa que prestava o serviço de limpeza urbana, e a falta de repasses ao instituto próprio de previdência, são alguns dos problemas que a atual administração enfrenta logo nos primeiros dias de 2021.
“Ficamos assustados, tivemos uma visão mais ampla do problema da previdência própria, e vamos fazer reunião com representantes dos servidores, que estão favoráveis a uma reforma, buscando uma situação que não prejudique o servidor público. Nosso sistema está entre os cinco piores regimes do Estado”, explicou Nirrô.

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Clique aqui e assista a entrevista na íntegra.

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