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Motogirl cachoeirense faz sucesso com público feminino e ganha espaço na profissão antes dominada por homens

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É fato de que nas últimas décadas, mulheres estejam ocupando cada vez mais o mercado que antes era considerado “coisa de homem”. Em Cachoeiro de Itapemirim, não é diferente, a mulherada está a cada dia mais corajosa e independente. Como é o caso da motogirl Emanuela Ferrari Fernandes, de 24 anos, a manu, que também atua como mototaxista.

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Manu conta que o diferencial do seu serviço — que entre idas e vindas pela cidade oferece pagamento de contas, entrega de mercadorias e transporte de passageiros — é a forma com que se apresenta e trata seus clientes. Além disso, a maioria do público que utiliza o serviço de mototáxi é feminina.

“Ando sempre cheirosa, recebo meus clientes sempre com um sorriso no rosto, sou responsável, o capacete do cliente sempre cheiroso e limpinho, além disso, atendo todos os públicos, não tenho preconceitos, mas as mulheres se sentem mais à vontade quando esse serviço é feito por outra mulher”, conta.

A motociclista conta que tudo começou há pouco mais de três anos, quando uma amiga lhe ofereceu R$ 20 para levá-la e buscá-la em um determinado local. Dali, ela teve a ideia de trabalhar como motogirl, já que na época estava desempregada.

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“O negócio foi dando certo, quem me contratava acabava me indicando, e um dia tive a ideia de publicar no Facebook meus serviços. Minha publicação teve um “boom”, e comecei a ser contratada por muita gente”.

Quando o cliente entra em contato com a manu, recebe um cartão de visitas pelo Whatsapp, e lá, estão descritas todas as suas funções e peculiaridades, como “levo no motel, não fico de fofoca, não dou em cima de você, entrego e busco encomendas, pago contas, levo na casa do (a) ex, todos os serviços com sigilo”.

Corrida mais inusitada

A mototaxista conta que já foi contratada até mesmo para seguir homens por mulheres que desconfiavam que os maridos estariam “pulando a cerca”.

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“Isso já aconteceu algumas vezes [risos]. Eu faço de tudo um pouco, então já aceitei levar uma mulher que queria seguir o marido até a casa da amante. Combinamos o local e lá fui eu buscar ela. O plano não deu muito certo [risos] porque sou bem magrinha, a mulher era gordinha, e o homem acabou percebendo que a esposa estava o seguindo. Ele cortou caminho e fugiu”.

Preconceito

Quando começou, manu passou por alguns episódios de preconceito por fazer um trabalho antes dominado pelos homens. “Já aconteceu muitas vezes, mas eu me motivava sempre pelos elogios que ganhava, todo trabalho tem espaço para todo mundo. Segui meu caminho, fiz meu nome, amo minha profissão e não pretendo deixar de trabalhar com isso nunca”, relata.

A rotina diária da mototaxista é de 15h, ela começa a trabalhar às 6h30 e só para por volta das 20h. Além disso ela também atende aos fins de semana, mas, vez ou outra, tira uma folguinha para descansar. Quem quiser conhecer ou contratar os serviços da manu, pode entrar em contato por meio (28) 99950-8660.

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