Espírito Santo

Fiscalização em aglomerações no ES poderá ser mais repressiva, diz secretário de Saúde

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Aglomerações em praias, festas clandestinas ao ar livre e em locais fechados poderão receber uma fiscalização mais repressiva no Espírito Santo nos próximos dias. O assunto será tratado em reunião, informou o subsecretário de Vigilância em Saúde Luiz Carlos Reblim, durante coletiva de imprensa virtual na tarde desta segunda-feira (4) junto ao secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

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“Temos tido uma atuação felizmente mais importante, de forma preventiva das forças de segurança. A partir de amanhã iniciamos uma série de conversas com as novas gestões, começando com a Grande Vitória e cidades litorâneas, para tratar sobre intervenções de eventos que causam aglomerações”, disse Reblim.

Sobre o resultado provocado pelas aglomerações e festas de final de ano, Reblim informou que devem começar a surgir dentro de 15 dias, já que o grupo principal identificado nessas aglomerações foi de jovens que, quando infectados pelo vírus, acabam em sua maioria apresentando sintomas leves e nem sempre procuram uma unidade de saúde para confirmar a infecção pelo vírus. “Quando passam para o grupo de risco, isso leva alguns dias pra que ocorra a transmissão e o aumento de casos. O reflexo dessas aglomerações será observada mais adiante, na primeira quinzena de janeiro. Daí pode ocorrer a transmissão para pessoas do grupo de risco, aumentando o número de internações e de óbitos”, explicou o subsecretário.

Casos em crianças

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Durante a coletiva foi destacado que os casos de Covid-19 o estado está na terceira semana com número de internações acima de 500 pessoas por dia e esse número devem subir ainda mais, visto que na primeira onda de casos foram sete semanas consecutivas de alta nas internações. O número de óbitos também deve aumentar.

O destaque, segundo Luiz Carlos Reblim, fica por conta do aumento no número de internações de crianças, grupo que não retornou às aulas e mesmo assim está sendo contaminado. “São crianças pequenas. Isso é preocupante”, afirmou.

Óbitos

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Nesta segunda-feira (4), até o momento da entrevista, o secretário Nésio informou que 47 óbitos já haviam sido confirmados, sendo 20 deles no feriado de ano novo e os demais vem de acumulado de outros dias. “É possível que hoje tenhamos um recorde de casos de óbitos informados, mas não significa que aconteceram no dia de hoje, mas ao longo do feriadão”, explicou Nésio.

Vacinas

Sobre a imunização contra a Covid-19, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o Estado continua mantendo diálogo com a indústria e aguarda resultado da finalização de negociações com a Pfizer por parte do governo federal. “Ainda temos a expectativa de que a União possa comprar todas as doses disponíveis ao Brasil para ser aplicada de maneira igualitária em todos os estados. As negociações não foram encerradas, mas houve um avanço. Aguardamos com ansiedade as publicações pendentes da Coronavac e registro da Astrazeneca. Governo do Estado também mantém contato com o Butantan para, numa eventualidade de o governo federal não distribuir aos estados, o ES vai buscar alternativas diretamente com o próprio laboratório”, ressaltou Fernandes.

 

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