Internacional

Professor é decapitado na França; caso é investigado como terrorismo

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French CRS riot police (Compagnies Republicaines de Securite) stand guard in front of the police station of Champigny-sur-Marne, outside Paris, on October 11, 2020, on the evening after it was attacked by around 40 people launching fireworks. - Around 40 people staged an hour-long fireworks attack against a police station outside around 12 kilometres (8 miles) east of the French capital early on October 11, authorities said, the latest in a string of incidents targeting security forces in recent months. The station's entrance and several police vehicles were damaged but nobody was injured during the raid launched just before midnight. (Photo by GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP)
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Um professor de História foi decapitado na tarde desta sexta-feira, 16, perto de Paris. Segundo a Procuradoria Nacional Antiterrorista, que investiga o caso, o suspeito foi morto a tiros. A vítima recebeu ameaças após mostrar caricaturas de Maomé para seus alunos do ensino médio em uma aula sobre liberdade de expressão.

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O promotor antiterror francês abriu uma investigação por “assassinato em conexão com uma empreitada terrorista”.

O brutal assassinato do professor ocorreu na cidade de Conflans-Sainte-Honorine e o suspeito foi morto pela polícia na vizinha Eragny. As cidades estão localizadas na região de Val d’Oise, a noroeste de Paris.

Um oficial da polícia disse que o suspeito, armado com uma faca e uma arma de airsoft – que dispara pellets de plástico – foi morto a tiros a cerca de 600 metros de onde o professor foi morto após ele não respondeu às ordens para abaixar os braços.

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O professor havia recebido ameaças após abrir um debate sobre as caricaturas há cerca de 10 dias, disse o policial à Associated Press. O pai de um aluno apresentou queixa contra o professor, disse outro policial, acrescentando que o suposto assassino não tinha filhos na escola. A identidade do suspeito não foi divulgada.

O presidente Emmanuel Macron visitará Conflans-Sainte-Honorine nesta noite, segundo a presidência.

Charlie Hebdo

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Foi o segundo incidente relacionado ao terrorismo desde a abertura de um julgamento em andamento sobre o massacre da redação em janeiro de 2015 no jornal satírico Charlie Hebdo, após a publicação de caricaturas do profeta do Islã.

No início do julgamento, o jornal republicou caricaturas do profeta para enfatizar o direito à liberdade de expressão. Há exatamente três semanas, um jovem paquistanês foi preso depois de esfaquear, em frente aos antigos escritórios do jornal, duas pessoas que sofreram ferimentos leves. O jovem de 18 anos disse à polícia que estava chateado com a publicação das caricaturas.

O incidente ocorreu enquanto o governo de Macron estava trabalhando em um projeto de lei para lidar com radicais islâmicos, que as autoridades afirmam estar criando uma sociedade paralela fora dos valores da República Francesa.

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AP
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