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Problemas financeiros afetam chances do Fluminense de sair da mediocridade no Brasileirão

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Os tempos não tem sido muito fáceis para o torcedor do Fluminense já há alguns anos. O curto período de glórias em que o time se viu campeão nacional duas vezes em três anos (nas temporadas 2010 e 2012), desde então foi substituído por performances bem abaixo daquelas estabelecidas no auge do time.

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Voltar ao topo será uma missão bem difícil para o Fluminense. Apesar dos bons resultados de início de temporada que levaram o time à zona de classificação da Copa Libertadores no Campeonato Brasileiro, o time logo voltou à sua média. Derrotas por 3 a 1 contra o São Paulo, e por 2 a 1 contra o grande rival Flamengo, serviram como correção do rumo do time nesse início de torneio.

Mesmo as apostas esportivas, que também servem como indicação das chances de vitória do time em um jogo ou em um campeonato – além de poderem indicar as projeções de qual lugar o clube ocupará na tabela do campeonato uma vez que o mesmo chegue ao seu fim – não veem o Fluminense em um lugar ideal. A Betfair, que é uma das maiores casas de apostas online no Brasil, vê o Fluminense como o décimo favorito ao título do Brasileirão. Isso denota que o mesmo é esperado a terminar o torneio bem no meio da tabela, sem muita melhora em relação ao ano passado quando o mesmo terminou o campeonato em décimo-quarto lugar.

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Difícil ignorar o fator monetário por trás desse grande declínio do Fluminense já a partir de 2013, quando o time saiu da posição de campeão nacional para um quase-rebaixamento. “Quase” pois o rebaixamento foi revertido tão-somente por conta de um trâmite extracampo envolvendo a Portuguesa, que usou um jogador ainda suspenso no último jogo do campeonato, e perdeu pontos por conta disso.

Já em 2013, o patrocinador/”mecenas” de longa data Unimed – um plano de saúde composto por uma cooperativa de médicos que possui escritórios em todo o país – já havia cortado gastos que incluíam o pagamento de boa parte da folha salarial do elenco do time carioca, que incluía à época o atacante Fred e um salário quase milionário pago mensalmente ao atleta. E com a saída de Abel Braga do time já na metade do ano após uma série de derrotas, a situação ficou ainda pior para o tricolor.

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Em 2014, mais um corte de gastos acontece, culminando com o fim da parceria em dezembro do mesmo ano. E enquanto o time conseguiu terminar o ano em sexto lugar no Brasileirão, muito graças aos esforços de Fred e do argentino Darío Conca em sua segunda passagem pelo clube, a contrapartida foi o acúmulo de dívidas arrecadadas no mercado para conseguir “bancar” o elenco que incluía reforços como o meio-campista Cícero, trazido para as Laranjeiras após sua passagem no Santos.

É uma dívida que o Fluminense paga até hoje, negociando acordos de pagamento com ex-atletas da época e também de outras décadas enquanto gestões antigas e ate mais recentes apenas empurravam os problemas para seus sucessores. Uma draga da qual o time dificilmente conseguirá sair tão cedo, uma vez que seu espaço para reforçar elenco e até para arrumar novas fontes de receita torna-se reduzido em mesma proporção ao crescimento do “aperto” financeiro.

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