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Coletivo de arte usa ‘cabeça de Bolsonaro’ como bola de futebol em vídeo de protesto; assista

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Freedom Kick: Brazil (foto: reprodução/ Instagram- Indecline)
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O coletivo de arte Indecline realiza o projeto Freedom Kick, uma série de vídeos de protesto ao redor do mundo que consiste em encomendar uma escultura ultrarrealista da cabeça de vários líderes políticos, entregar em um dos países mais afetados pelas políticas deles e então jogar futebol com ela.

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O terceiro capítulo do projeto mostra a cabeça de Jair Bolsonaro sendo transportada por São Paulo até uma quadra e usada como bola, sendo que os outros capítulos mostravam esculturas de Donald Trump na fronteira do México com EUA e Vladimir Putin em Washington. Veja:

 

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Latin America has a history with dictators. In particular, the Fifth Brazilian Republic was known for killing dissidents. And Jair Bolsonaro is known for his masturbatory speeches that outline his wet dreams of reinstating this policy. He is offended by homosexuality, feminism and socialism, but gets a real hard-on with every fantasy of violence against his political opponents. But those opponents aren’t so stiff, and they bring both the joy and movement to their resistance that has made Brazilian’s such as Pele an icon the world over. In soccer, a free kick is a chance to stop play for a moment and redress a foul. In democracy, freedom of speech is the illuminating force that stops tyrants from getting away with murder. Like most muscles, it must be exercised or it will wither away. Despots use fear to keep their populations in line. Activists use joy and humor to keep them engaged. It’s an old game, and the score keeps changing, but we all keep playing. Freedom Kick is a chance for us to reset after years of foul play and unsportsmanlike conduct. Although those with power love to tout politics as a game, for so many the stakes are too high to play around. Football has always been a team effort, involving community and organization, while dictatorship is more of a solo sport. Like they say, there is only one ball. That’s a perfect metaphor for our heads of state. And our job is to kick it mercilessly until we find a way to turn each of our individual efforts into a team victory. INDECLINE x @eugeniomerinoestudio

Uma publicação compartilhada por INDECLINE (@indeclineofficial) em

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O coletivo escreve na publicação: “A América Latina tem uma história longa com ditadores. Em particular, a Quinta República Brasileira era conhecida por matar dissidentes. EJair Bolsonaro é conhecido por seus discursos masturbatórios que esboçam sonhos molhados dele de restabelecer essa política.”

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“Ele se ofende com a homossexualidade, feminismo e socialismo, mas fica excitado com cada fantasia de violência contra seus oponentes políticos. Mas esses oponentes não são tão rígidos e trazem alegria e movimento à sua resistência que fez de brasileiros como Pelé ícones em todo o mundo.”

“No futebol, um chute livre é uma chance de interromper o jogo por um momento e corrigir uma falta. Na democracia, a liberdade de expressão é a força esclarecedora que impede os tiranos de escaparem impunes do assassinato. Como a maioria dos músculos, deve ser exercitado ou murchará. Os déspotas usam o medo para manter suas populações sob controle. Os ativistas usam alegria e humor para mantê-los engajados. É um jogo antigo e o placar continua mudando, mas todos nós continuamos jogando”, continua o post.

“O Freedom Kick é uma chance de reiniciarmos depois de anos de jogo sujo e conduta anti-desportiva. Embora aqueles que detêm o poder adorem proclamar a política como um jogo, para muitos os riscos são muito altos. O futebol sempre foi um esforço de equipe, envolvendo comunidade e organização, enquanto a ditadura é mais um esporte solo. Como dizem, só existe uma bola. Essa é uma metáfora perfeita para nossos chefes de estado. E nosso trabalho é chutá-lo sem piedade até encontrarmos uma maneira de transformar cada um de nossos esforços individuais em uma vitória da equipe.”

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O vídeo repercutiu negativamente no meio político brasileiro entre os apoiadores do presidente e alguns deputados comentaram o episódio.

A deputada federal Bia Kicis usou suas redes sociais para denunciar a obra do artista Marcello Tamaro. “Que coisa mais asquerosa. É o famoso “ódio do bem” que passa desapercebido pelos defensores da “democracia”. Uma criança segurando a cabeça do presidente Jair Bolsonaro. E se fosse a cabeça da Marielle? Ou do Lula? Ou de algum ministro do STF? Mas os intolerantes somos nós”, disse a parlamentar.

O pastor e deputado federal Marco Feliciano também denunciou o caso em suas redes sociais e acusou Marcello e Pedro de tentarem contra a vida do chefe do Executivo. “Absurdo! Isso não é arte, é atentado contra a vida do presidente da República. Depois querem nos acusar de “discurso de ódio”. Vem cá, então isso para as redes sociais é “liberdade de expressão”? Isso pode, né? “, questionou Feliciano, que recebeu o apoio de seus seguidores nos comentários da postagem.

*Com informações dos sites https://rollingstone.uol.com.br/ e https://pleno.news/

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