Política Nacional

Para apoiar Guilherme Boulos, PCB desiste de candidatura em SP

COMPARTILHE
13
Advertisement
Advertisement

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), que tinha como pré-candidato à prefeitura de São Paulo o professor Antonio Carlos Mazzeo, decidiu abrir mão da disputa na capital para apoiar o candidato do PSOL, Guilherme Boulos.

Continua depois da publicidade

“Na cidade de São Paulo, diante do apelo de massas da candidatura de Boulos e Erundina, protagonismo de movimentos populares, como o MTST, a construção de uma Frente Única se torna viável e necessária para levarmos essa candidatura à vitória nas eleições”, diz nota assinada pela Comissão Política Regional de São Paulo do PCB e divulgada neste domingo, 13.

A sigla cita ainda as dificuldades de reorganização da esquerda após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, e a não efetivação de uma frente única na maioria das principais cidades do País.

Advertisement

Em São Paulo, a construção da frente deve se dar de forma “programática” e “ampla”, diz o PCB. “Requer uma maior responsabilidade dos companheiros do PSOL, no sentido de soldarem a unidade e incorporarem na campanha os mais diversos apoios de outros partidos de esquerda, movimentos populares e as mais distintas bases de lutadores sociais, o que implica a disposição de construir uma unidade realmente coletiva.”

Continua depois da publicidade

A oficialização do apoio ao PSOL será feita em convenção partidária na próxima terça-feira, 15, às 19h.

O PCB pretendia lançar o professor Antonio Carlos Mazzeo para a prefeitura de São Paulo. Doutor em história econômica pela Universidade de São Paulo e livre-docente em ciência política pela Universidade Estadual Paulista, Mazzeo iniciou sua vida política no PCB e hoje é dirigente nacional do partido. “Eu era estudante e gritava pelo movimento estudantil, contra a ditadura militar, no PCB clandestino”, contou em entrevista ao Estadão no dia 2 de setembro.

Mazzeo chegou a sair como candidato ao Senado em 2010 e à Câmara Municipal de São Paulo em 2016, mas não foi eleito. Nesta entrevista, contou que o partido vive um momento de “reconstrução revolucionária” e concentra seus trabalhos atualmente em trazer para a sigla a juventude trabalhadora e universitária, os presidentes dos movimentos sindicais e os professores.

Continua depois da publicidade

Já no começo deste mês, Mazzeo afirmou que estava conversando com forças de esquerda para decidir se seria mais útil fazer uma aliança ou continuar independente. Ele citou o “momento difícil” que o País vive. “Você tem uma fragmentação muito grande e um acirramento ideológico que há muito tempo o Brasil não via.”

Além do PCB, o PSOL tem recebido apoio de artista e intelectuais historicamente ligados ao PT, que lançou Jilmar Tatto à Prefeitura.

Para a Câmara Municipal de São Paulo, o PCB vai manter suas duas candidaturas, as chamadas “Bancada do Poder Popular” e “Bancada da Juventude Trabalhadora”. “A ideia é fazer um mandato coletivo. Será um compromisso formal do partido de fazer discussões e decidir tudo coletivamente”, explica Mazzeo.

Bianca Gomes
Estadao Conteudo
Copyright © 2020 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Advertisement

Ajude o bom jornalismo a nunca parar! Participe da campanha de assinaturas solidárias do AQUINOTICIAS.COM. Saiba mais.