Economia

Setor de rochas ornamentais está confiante na retomada da economia

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Foto: divulgação
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O setor de rochas ornamentais está confiante na retomada da economia, que arrefeceu com a pandemia do novo coronavírus. Segundo uma pesquisa elaborada pelo Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas) e o Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo(Sindirochas), para 64% dos empresários do setor reforçaram que a realidade foi melhor do que o esperado em julho deste ano e 36% apontaram que o mês fechou dentro do previsto anteriormente. O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 7 de agosto.

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O levantamento também apontou que a maioria das empresas têm expectativa positiva para agosto. Projeção de crescimento foi apontada por 80% das empresas com atuação no mercado interno e 67% daquelas com foco no mercado externo. Participaram da pesquisa empresas ligadas ao beneficiamento, extração, marmoraria e outras atividades.

Segundo o presidente do Sindirochas, Tales Machado, junho deste ano, em relação a junho do ano passado, teve um decréscimo de 30% nas exportações, segundo os números oficiais. Embora esses percentuais tenham sido negativos, em pesquisas realizadas com os empresários, essa queda não foi sentida. Já em julho, a queda foi de 18% em relação ao mesmo mês de 2020.

“Se pensarmos na economia como um todo, vemos um resultado positivo. Embora o número oficial também tenha mostrado decréscimo em julho, essa não é a percepção das empresas capixabas, que acharam o mês muito bom para as exportações. Março e abril foram meses muito ruins, de apreensão e sinalizações ruins na economia, então o sentimento é de que em junho e julho os negócios estão sendo retomados. Há procura. Mas ainda há aquela apreensão: será que não foi uma demanda reprimida? Existe outro detalhe interessante. A pandemia gerou, nas pessoas, a vontade de investir nos imóveis próprios, já que estão ficando mais em casa. E isso no mundo inteiro. E há uma impressão geral de aumento de vendas. Sentimos isso no setor de rochas, mas empresários do ramo moveleiro e da construção, também tem essa impressão”.

O bom humor que ressurge no mercado e no segmento impacta diretamente nos empregos. Entre as empresas que participaram da consulta, 88% acreditam que não deverão ocorrer demissões em decorrência da pandemia do Covid-19. A confiança dos empresários vem aumentando ao longo dos meses. Em julho, 21% esperavam demitir, em junho dado era ainda maior, 41%. Para agosto, apenas 12% das empresas apontaram possibilidade de demissões em razão da crise sanitária.

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“O setor de rochas tem peso importante na economia de Cachoeiro, porque não temos um parque industrial tão diversificado, ou seja, há uma concentração no setor de rochas ornamentais. Quando o setor vai mal, há impacto grande na economia do município. Mas como o setor não parou durante a pandemia, não ocorreu prejuízo na empregabilidade, ou, se houve, foi muito pequena. Ocorreu uma redução na faixa dos 15% na exportação e uma queda tanto na matéria-prima processada quando bruta. Mas como o câmbio está alto, a queda de 13% na exportação de blocos e 18% de beneficiados, equilibraram as contas das empresas”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico de Cachoeiro de Itapemirim, Francisco Carlos Montovanelli, salientando que, apesar da redução na exportação, o câmbio está favorável e, de certa forma, está compensando a queda nas vendas.

Para dar uma ideia da força das rochas ornamentais no Sul do Estado, no ano passado o segmento exportou, no Brasil, US$ 1 bilhão. Do total, US$ 828,7 milhões saíram do Espírito Santo, especialmente do Sul do Estado. “E no primeiro semestre deste ano, as perdas do setor em Cachoeiro, foram menores. No país, a queda foi de 18,7%. Já em Cachoeiro, foi 18,1%, abaixo da média brasileira”, completa.

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Cachoeiro Stone Fair

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Apesar do otimismo, a normalidade ainda está longe de ser alcançada. Exemplo disso é a Cachoeiro Stone Fair 2020 foi cancelada e remarcada para agosto de 2021. Em uma mensagem no site do evento, o grupo Milanez & Milaneze, empresa realizadora da feira, informou que “em face da progressão da Covid-19, nos deparamos com um cenário que impede a continuação de eventos e feiras em todo o mundo. Assim, seguindo as orientações dos órgãos competentes para a prevenção e contenção da doença, enxergamos como decisão mais prudente continuar evitando ao máximo situações que envolvam aglomeração e trânsito intenso de pessoas, o que é o caso de um evento do porte da Cachoeiro Stone Fair”.

“É um grande prejuízo para Cachoeiro, especialmente para a mão de obra local, marcenaria, pedreiros, ajudantes, carpinteiros e arquitetos, empresas de decoração e eventos em geral. É um prejuízo significativo, mas foi necessário. Importante também ressaltar a rede hoteleira e restaurantes, que têm uma perda grande. Estão vazios e a Stone Fair era um grande atrativo”, ressalta Montovanelli.

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