Cidades

Cachoeirense pode ter se contaminado por coronavírus pela segunda vez em curto prazo 

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Alvo de pesquisas por todo o mundo a reinfecção por coronavírus ainda é um mistério para a medicina. Com registros de reincidência da doença em diversos países e em alguns estados brasileiros, o Espírito Santo pode ter registrado pela primeira vez dois testes positivos de uma mesma paciente em períodos diferentes. Ou seja, este pode ser o primeiro caso de reinfecção no Estado.

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Trata-se da supervisora de departamento pessoal, Cláudia Márcia Melhorato, 41 anos, que mora em Cachoeiro de Itapemirim e trabalha em um hospital de Castelo.

Apesar de Cláudia ter confirmado que seu caso pode ser o primeiro no Estado, a reportagem procurou a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) para saber se há outros casos de reincidência sendo investigados pela pasta, mas segundo a Sesa, a divulgação destes dados ocorrerá na segunda-feira (10), onde serão apresentados dados de uma pesquisa feita pelo Governo sobre reinfecção.

De acordo com ela – que testou positivo pela primeira vez no dia 26 de junho – o segundo diagnóstico a deixou assustada, já que acreditava não ser possível contrair o vírus pela segunda vez. O último resultado saiu no domingo (2), após ter feito o teste do tipo swab na quarta-feira (29).

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Cláudia garantiu que desta segunda vez os sintomas foram ainda mais fortes e que diferentemente da primeira vez, sentiu falta de ar e perdeu o olfato e o paladar.

Primeiro teste feito em 26 de junho de 2020.

“Percebi que não estava bem e passei a sentir fortes dores no corpo, muita dor de cabeça e meu paladar sumiu. Os outros sintomas eram bem parecidos com os que tive na primeira vez e isso me deixou preocupada. Logo procurei o hospital e fiz um novo teste, que comprou que eu estava infectada novamente. Em seguida comecei a ter falta de ar e cheguei a achar que poderia ter que ficar internada”.

Apesar dos sintomas estarem começando a desaparecer, Cláudia ainda sente dores. “Estou literalmente de cama, sou uma pessoa ativa, faço academia, participo de um grupo de ciclistas, mas não tenho ânimo nem forças para nada. Fico deitada o dia todo. Não aguento me levantar”.

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A contadora relatou que além de trabalhar em um hospital, seu namorado de 42 anos é médico e atua na linha de frente contra à Covid. Há alguns dias, ele também testou positivo para a doença. Ela conta que mesmo se cuidando e seguindo as orientações de saúde, pode ter relaxado com os cuidados após a primeira contaminação e por isso, ficou vulnerável.

“Não tive muito esse cuidado após a primeira contaminação por achar que como já tinha testado positivo e tinha a informação de que pessoas que haviam se contaminado tinham um período de imunidade por três meses e no meu caso havia um mês do primeiro resultado para Covid, achei que não aconteceria outra vez. Neste período tive contato com colegas do pedal e também de um grupo de corrida e acabei não me cuidando”.

Cláudia deixa um alerta. “Não é para ‘dar mole’. É para continuar usando máscara, continuar tendo os cuidados necessários. Tenho fé em Deus que esse Covid vai passar, mas que possamos continuar tendo esses hábitos de higiene. Eu que trabalho em hospital notei que após a chegada do vírus em que pessoas passaram a se higienizar mais, as infecções que provocam diarreia, até mesmo o rotavírus e outras sumiram dos hospitais por conta desse cuidado. Esse vírus é muito misterioso, não temos certeza de nada, desta segunda vez ele veio ainda mais forte e eu fiquei com muito medo. Muito. Se cuidem!”.

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