Eleições 2020

"Nossa cidade precisa de organização", diz pré-candidato do Cidadania à Prefeitura de Vargem Alta

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Foto: divulgação
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Flavio Henrique Altoé é o pré-candidato do Cidadania à Prefeitura de Vargem Alta. Flavio, que hoje é comerciante, já foi candidato a vereador por duas vezes, em ambas ficou como suplente, e assumiu o cargo de vereador por aproximadamente sete meses. “Foi uma experiência ímpar, onde pude participar diretamente da gestão pública. Naquele período, recebi muitas manifestações positivas da população, me considerando um dos vereadores mais participativos daquela Casa”.

Veja a entrevista completa:

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Quais razões levaram o senhor a colocar seu nome à disposição para disputar a prefeitura?

Sou nascido e criado em Vargem Alta, felizmente me estabilizei como pequeno comerciante local e já se foram 32 anos. A cidade está passando por um período de estagnação que não se via a muito tempo, mesmo antes da emancipação, inclusive. Atualmente, meu projeto de vida encontra-se organizado e permite que eu me dedique a tentar melhorar a cidade que vivo e que tenho certeza que possui muitas potencialidades. Não sou político profissional e é exatamente esse o olhar que a cidade precisa neste momento: uma gestão isenta, com foco no profissionalismo e na transparência, para trazer oportunidades de crescimento.

Como estão as articulações para viabilizar sua candidatura a prefeito?
Temos o apoio da direção estadual do partido, e temos conversado com diversos outros partidos no município. Temos ainda ouvido a população e lideranças que temos contato com a finalidade de apurar o que a cidade espera de um candidato e assim planejar os nossos trabalhos.

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Se o seu nome for homologado pela convenção do seu partido, quais as principais propostas que levará ao eleitor?

Nossa cidade precisa de organização. Um município precisa de um mínimo de organização administrativa se quiser ter condições de crescer de forma sustentável e melhorar a qualidade de vida da população. Não basta esse discurso pronto que todo mundo traz: “vamos priorizar recursos para saúde, educação e estradas”. Priorizar como? priorizar o quê, com recursos tirado de onde? Um prefeito precisa planejar as ações da cidade para, de forma transparente, cortar desperdícios, otimizar a aplicação de recursos com mais eficiência, fazendo com que a população tenha retorno em qualidade de vida e não apenas em vantagens individuais com base em acordo político. Também há a necessidade de fomentar turismo, esporte e lazer como forma de geração de renda, movimentando o comércio e toda economia local. Para tudo isso, eu volto a dizer: é preciso organizar a prefeitura, ter planejamento e objetivos estabelecidos acompanhando e medindo a eficiência da gestão pública, tendo coragem de mudar o que for necessário para melhorar.

De onde sairão os recursos para colocar em prática suas propostas?

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Municípios pequenos como o nosso são dependentes de repasses dos governos Federal e Estadual. Primeiro, é preciso avaliar os gastos e ver onde é possível cortar para que haja recursos para ações de interesse da população. Cortar gastos não pode significar cair a qualidade do serviço prestado, mas sim avaliar com critério a despesa a ser realizada, utilizando o recurso público com eficiência. Outro ponto fundamental é estruturar um setor de captação de recursos junto aos governos, bancos etc. Todos os anos, tanto o governo estadual como o federal abrem a possibilidade de municípios apresentarem projetos e receber recursos em diversas áreas como cultura, lazer, infraestrutura, agricultura etc. No entanto, é preciso ter organização e capacidade para trazer esses recursos para o município. Mais uma vez aqui fica clara a necessidade de ter organização administrativa e transformar isso em ações que beneficiem a população.

Qual o perfil ideal do vice para compor sua chapa?

 Um vice que tenha a sensibilidade para entender que a única forma de melhorar as condições de vida na nossa cidade é vencer uma eleição, mas depois trabalhar com profissionalismo e dedicação ao povo e à cidade , e não ficar amarrado a acordos políticos. Sabemos que o fator político existe, mas não pode ser a fator mais importante na hora de se tomar decisões que são do interesse da cidade.

O que o leva a acreditar que poderá vencer as eleições deste ano?

As pessoas estão entendendo a necessidade de buscar uma alternativa diferente para fazer a gestão da cidade. Acho que a população está mais atenta ao fato de que o tempo do “tapinha nas costas” como condição para ser prefeito precisa acabar. Precisamos eleger líderes com competência para administrar a cidade.

Como você vê a sua cidade, atualmente?

Basta olhar ao redor. Em que melhoramos na cidade nos últimos anos? Temos algumas obras sendo realizadas,mas isso é simplesmente a obrigação do poder público com o munícipe. Tudo que havia antes aqui, hoje está pior. Vargem Alta só aparece na imprensa por tragédias ou escândalos. O povo trabalhador e caprichoso está desanimado e de cabeça baixa, pois nada mais avança na cidade. Não existem oportunidades de lazer, de estudo, ou de crescimento profissional. Não parece que temos uma cidade linda, bem próxima de cidades polo, com uma localização privilegiada entre as montanhas e o litoral. Isso não é explorado, pois falta profissionalismo.

Qual será o maior desafio para o próximo gestor, no seu ponto de vista?

Reorganizar o que precisa ser reorganizado por necessidade de uma visão mais profissional de gestão, e, somado a isso, o fato de ter que lidar com os efeitos dos prejuízos trazidos pelas enchentes no início do ano, aliados ainda aos efeitos na economia trazidos pela pandemia do Coronavírus. E também o fato da arrecadação ter caído bastante.

Se eleito, como vai lidar com o poder legislativo?

Com respeito e transparência, da mesma forma que o povo precisa ser tratado. Se houver transparência na forma de gerir a cidade, o legislativo consegue cumprir o seu papel de fiscalizar o executivo. Isto faz parte da democracia, desde que o faça com foco no interesse público, e não na busca de acordos individuais. Gostaria de finalizar usando parte de um verso de nosso saudoso ilustre Vargem Altense, senhor Guilherme Magnago:

“Vargem Alta oh cantinho acolhedor.
És um ninho onde não falta muita paz e muito amor……..”

Continuamos sendo um povo acolhedor.!
Também não falta amor em nosso ninho.!
Mas aquela paz de outrora, essa se foi há muito!
A empreitada é dura, mas com união, seriedade e responsabilidade ela fica mais branda.

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