Economia

Produção industrial do ES tem queda de 7,8% em maio e pior resultado entre os 15 Estados pesquisados

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Foto: divulgação
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A produção industrial caiu 7,8% no Espírito Santo entre abril e maio. No ano, a queda foi de 18,5%. O levantamento faz parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores variações negativas, no mês, foi nos setores de Metalurgia (-19,4%), Indústria Extrativa (-18,6%) e Indústria Geral (-7,8%).

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Além do Espírito Santo, apenas dois outros Estados tiveram queda no mês: Ceará (-0,8%) e Pará (-0,8%). Na média global, a indústria nacional avançou 7,7% em maio ante abril. Na comparação com maio do ano passado, a queda foi de 31,7% e o Espírito Santo ficou atrás apenas do Ceará (-50,8) e do Amazonas (-47,3%).

“A produção industrial do Estado acumulou uma queda de 15,5% nesses cinco primeiros meses de 2020. O Brasil, mesmo com o crescimento de 7% em relação a abril também acumula uma queda de mais de dois dígitos (11,2%) no ano. Resultados que deixam claro o tamanho do impacto da pandemia de COVID-19 no setor produtivo. Esse cenário revela que em conjunto com o contínuo esforço pela preservação de vidas e pela garantia da segurança sanitária da população é necessário um planejamento preciso para a retomada das atividades econômicas. O investimento em infraestrutura é um clássico nessa direção. O plano de retomada do crescimento do Espírito Santo, por exemplo, mapeia mais de R$ 10 bilhões em investimentos na área, com geração de 28 mil empregos”, disse o economista-chefe da Findes e Diretor Executivo do Ideies, Marcelo Saintive.

Os dados do Ideies mostram que, na indústria capixaba, as atividades pesquisadas apresentaram piora de dinamismo em relação a abril, aprofundando as perdas no ano, com exceção do ramo de produção de minerais não metálicos, que registrou alta de 9,3% no mês de maio, mesmo assim teve queda de 28,6% em relação a maio de 2019.

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Neste ramo da indústria, segundo o instituto, o único produto que exerceu influência positiva no mês de maio e acumulado no ano foram os cimentos “Portland”. O ramo de alimentos não apresentou variação em relação ao mês de abril e em maio de 2020 registrou recuo de 36,2% em relação à produção de 2019. A produção do ramo de celulose, papel e produtos de papel recuou 13,3% em relação a maio de 2019 por influência negativa da produção de pastas químicas de madeira.

As indústrias extrativas, informa o Ideies, registraram queda de 30,9% em maio, mesmo sendo comparada a uma base bastante deprimida em maio de 2019 quando a indústria capixaba teve recuo de 32,2%. Neste ramo de atividade a produção de minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e de óleos brutos de petróleo e gás natural têm tido influência negativa para o resultado no mês e no acumulado de janeiro a maio. A metalurgia também demonstra uma dificuldade de retomada com queda de 43,1% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior, em termos de produto apenas tubos flexíveis e tubos trefilados de ferro e aço apresentam influência positiva.

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