Eleições 2020

Pré-candidato a prefeito de Cachoeiro, Pastor Josué apresenta suas propostas para a cidade

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O pastor Josué Batista, 42 anos, com experiência em gestão pública, por ter atuado em secretarias municipais em Itapemirim e Cachoeiro, se diz preparado para administrar a maior cidade do Sul do Espírito Santo.

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Filiado ao PSC, que também apresenta o nome do radialista Parraro Scherrer como pré-candidato a prefeito de Cachoeiro, Pastor Josué pretende entrar na disputa pelo Palácio Bernardino Monteiro. Conheça algumas de suas propostas nesta entrevista!

AQUINOTICIAS.COM – Quem é o pré-candidato?

Josué Batista – Sou Josué Batista, casado há 21 anos com Andrea e pai do Joan Gabriel, de 17 anos, bacharel em Teologia, Pastor Evangélico, e atuo como Coach de Desenvolvimento Pessoal e como Palestrante Empresarial. Tenho experiência em gestão de processos e de pessoas. Na administração pública atuei como secretário municipal em Cachoeiro em duas gestões diferentes: na última de Ferraço (Secretaria de Articulação Comunitária) e na primeira de Casteglione (Secretaria de Meio Ambiente). Também atuei como secretário municipal de Desenvolvimento Estratégico em Itapemirim onde me tornei colaborador do GAECO e testemunha do MPES no combate à corrupção do prefeito socialista Luciano Paiva, eleito pelo PSB em 2012 e hoje cassado e condenado pela Justiça do ES.

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Que razões levaram você a colocar seu nome à disposição para disputar a Prefeitura?

Basicamente a crise de liderança que o nosso município enfrenta. Inicialmente eu seria candidato a prefeito em Itapemirim, projeto já adiado em 2012. Em Cachoeiro, até o carnaval, eu estava na articulação da pré-campanha de Alexandre Bastos (PV), com a possibilidade inclusive de traze-lo para o nosso PSC. Inesperadamente ele desistiu de ser candidato a prefeito e o cenário ficou aberto. Por outro lado, em março, o vereador e então presidente do partido, Pastor Delandi Macedo, deixou a sigla. Então convidei meu irmão Umberto Junior, que estava no PP, para assumir a presidência do nosso partido em Cachoeiro. Corremos contra o tempo e formamos um grupo forte para elegermos dois vereadores na chapa proporcional. Durante esta corrida, fui convidado pelo próprio Umberto Junior e por diversos candidatos a vereador para trazer minha candidatura para a minha terra natal. Orei a Deus, consultei a família, os amigos e aceitei o desafio. Mas o que mais pesou em minha decisão de ser pré-candidato a prefeito da minha cidade de Cachoeiro é que a população clama por uma mudança de verdade na gestão municipal e também na forma de fazer política. O PSB cometeu um estelionato eleitoral com a população de Cachoeiro. Prometeram uma nova história, mas não passou de um grande engano. Victor é uma boa pessoa, mas não estava preparado para ganhar a eleição e muito menos para fazer a gestão da cidade. Com a rejeição da velha política, a população arriscou em peso no novo. Mas esse novo revelou-se velho, apenas com cara de novo, e pelas mãos do governador Renato Casagrande e outros. A cidade está sem liderança e a maior prova disto é o fato de que boa parte dos secretários municipais é de pessoas de outras cidades. Até são pessoas boas, mas não conhecem a realidade do nosso povo. Não compram no nosso comércio. Não andam nos nossos ônibus. Não frequentam as nossas igrejas. Não dependem dos nossos postos de saúde. O fato é que Cachoeiro ainda quer uma nova história. Mas quer uma mudança de verdade. Há muitos nomes já colocados por seus partidos ou presidentes partidários. Há até pré-candidatos negociando a vice e cargos comissionados, mas nem o apoio da própria base tem. Claramente a população não se identificou com os projetos já apresentados. A minha pré-candidatura tem essa missão, de se identificar com o desejo e as necessidades da população de Cachoeiro. Quero ser prefeito de Cachoeiro para mostrar que a cidade tem jeito. Que o desenvolvimento estratégico e sustentável, da cidade e do interior, são possíveis. Que também é possível darmos uma guinada na economia, na indústria e no comércio, gerando emprego e renda. Quero mostrar que os cachoeirenses são pessoas trabalhadoras e competentes para atuar na gestão pública municipal. Que é possível fazer uma gestão alinhada com o Governo Estadual, sem, contudo, em uma total subserviência – como se fosse um fantoche. E que é necessário um alinhamento com o Governo Federal e nosso presidente Bolsonaro. As nossas propostas irão comprovar isto.

Como estão as articulações para viabilizar sua candidatura a prefeito?

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Em primeiro lugar estou conversando muito com a população. A pandemia mundial que vivenciamos limitou muito a atuação política, partidária e pré-eleitoral. A preocupação maior da população ainda é a saúde, a preservação da vida e a segurança econômica das famílias. Mas o debate político, o fortalecimento da democracia e o combate à corrupção também são importantes. Quem está no mandato ou na mídia leva vantagem, mas ninguém ganha eleição por antecipação e o povo hoje não acredita mais 100% no que vê na televisão ou ouve no rádio. Os cenários mudam da noite para o dia e a população se comunica entre si, através das redes sociais. A verdade dos fatos se revela com mais rapidez. Tudo isso é bom para a democracia. Eu tenho ouvido muitos representantes da sociedade organizada e chefes de família. Pais, mães, professores, estudantes, profissionais liberais, comerciantes, empresários, agricultores, desempregados, autônomos, líderes partidários, comunitários e eclesiásticos. Nossas propostas para a cidade estão vindo das ruas, de dentro dos ônibus e das igrejas. Nossa candidatura terá a identidade do povo de Cachoeiro. Na questão intrapartidária, ajudamos no fortalecimento do nosso PSC Cachoeiro convidando lideranças importantes para participarem do pleito eleitoral. Desde o presidente à chapa proporcional, que é a base do partido. Somos democráticos e vamos chegar unidos e fortes na convenção.

Se o seu nome for homologado pela convenção do seu partido, quais as principais propostas que levará ao eleitor?

Temos “20 Propostas Essenciais para Cachoeiro”, mas gostaria de guardá-las para o debate eleitoral, como candidato. Mas em respeito à pergunta, vou citar 3 propostas que contribuirão para o destravamento de Cachoeiro: 1) vamos municipalizar o transporte público. Chega de monopólio e chega de concessão! Só assim vamos aumentar a frota e os horários de ônibus, e ainda reduzir o valor da passagem para R$ 2,00. Já temos os dados de que é possível. Mostraremos com detalhes como será feito durante a campanha eleitoral; 2) vamos isentar empresas em até 50%, proporcionalmente à contratação de novos funcionários, incentivando as empresas e gerando emprego e renda para o cachoeirense; e 3) vamos construir 2 mil casas de granito para famílias cachoeirenses que não tenham casa própria – com tecnologia inovadora e em parceria com o maior setor produtivo do município e com bancos cooperativistas de Cachoeiro.

De onde sairão os recursos para colocar em prática suas propostas?

Cachoeiro já é um município de grande porte, e por ser cidade polo do Sul do Estado, tem seus instrumentos públicos e sociais sobrecarregados. A crise de liderança e as disputas políticas partidárias enfraqueceram ainda mais a força política da nossa região. Na última eleição mesmo, em 2018, o governo socialista do PSB permitiu que os votos de Cachoeiro fossem garimpados por quem quisesse, pois não apresentou nenhum projeto de fortalecimento e surgimento de novas lideranças. Um governo novo com estratégias velhas. Ainda assim, Cachoeiro tem recursos próprios para retomar o seu crescimento. Falta planejamento, gestão e transparência com as contas públicas. Vamos diminuir a despesa pública municipal, cortar na carne de verdade. Priorizar a qualidade dos instrumentos públicos que estão funcionando, que estão atendendo a população, e extinguir aqueles que não somam para a população, que funcionam apenas para aumentar a burocracia ou o cabide de emprego. Por outro lado, o Governo Federal e seus Ministérios tem recursos para projetos viáveis, em diversas áreas do nosso município. Mas é preciso haver projetos e contrapartida. Também vamos promover o máximo de parcerias público privadas. O setor produtivo pode e quer contribuir para o desenvolvimento da cidade. Isto é bom para todo mundo. Mas é preciso ter projetos. Com planejamento e gestão, tudo é possível. Eu tenho fé no trabalho! Eu tenho fé em Cachoeiro!

Qual o perfil ideal do vice para compor sua chapa?

Vamos buscar um vice, homem ou mulher, que tenha o mesmo preparo que buscamos ter para fazer uma boa gestão da cidade. Que faça pessoalmente, os mesmos compromissos que eu estou fazendo com a população. Que não tenha ambição do poder pelo poder. Na atual gestão, prefeito e vice racharam já no início do governo. Desconheço os detalhes, mas por certo imperou a vaidade pessoal e os projetos políticos partidários. O município não ganhou nada com isso. Um compromisso pessoal que eu já faço publicamente é que, caso eu seja eleito prefeito de Cachoeiro, não buscarei a reeleição. Estou certo que 4 anos são mais que suficientes para melhoramos o rumo da nossa cidade. No primeiro ano de governo eu já quero estar honrando a oportunidade que a população me der. Esta história de arrumar a casa não cola mais pra ninguém. Eu e o vice não iremos esperar 3 anos para começarmos a trabalhar pela cidade, com a intenção de disputarmos a próxima eleição, juntos ou separados. Repito, não buscarei uma reeleição. O vice poderá atuar ativamente durante o meu mandato e até ter o meu apoio para o próximo pleito, se assim o desejar.

O que o leva a acreditar que poderá vencer as eleições deste ano?

Em primeiro lugar tenho fé na nossa vitória porque tenho as melhores propostas para a cidade e para o interior, que serão melhores conhecidas durante a campanha eleitoral. Também porque não vou me limitar às ideologias partidárias, direita, centro ou esquerda. Vamos governar para o povo e não para os partidos políticos; Em segundo lugar porque terá claridade solar o fato de que o nosso mandato não será subserviente a nenhum projeto político pessoal de ninguém e a nenhuma liderança política do presente, do passado ou do futuro. É óbvio que tenho respeito por todas as lideranças que já contribuíram e ainda contribuem para o desenvolvimento da nossa cidade. É óbvio que vamos buscar alinhamento com o Governo do Estado e principalmente com o Governo Federal. E é óbvio que todos são e serão bem vindos para somar forças pelo desenvolvimento de Cachoeiro e região. Mas subserviência somente ao povo; E por fim, porque estou preparado para fazermos uma campanha de qualidade, junto aos nossos candidatos a vereador, e para ganharmos a eleição. Mas principalmente estou preparado para fazer uma boa gestão da nossa cidade. Eu conheço a máquina pública, conheço as secretarias, conheço os servidores municipais. Conheço os números e planilhas da cidade. Eu conheço o nosso comércio, a nossa indústria, a nossa agricultura, o nosso setor produtivo. Eu conheço as vocações econômicas da nossa cidade. Eu conheço a nossa cidade, os nossos bairros e os nossos distritos. Eu conheço as nossas igrejas e as suas lideranças. Eu conheço a nossa população, e não apenas pelo rádio, ou pela TV ou pelas redes sociais. Eu conheço a nossa gente de verdade. Eu ando nas ruas, eu ando de ônibus, de taxi, de Uber, 99 e outros… Eu ouço as pessoas. Eu vejo a alma do cachoeirense. Por isso tenho certeza que a nossa população irá se identificar com o nosso projeto e com as nossas propostas para a nossa cidade. E vamos vencer juntos! Tenho fé em Cachoeiro!

Como você vê a sua cidade, atualmente?

Cachoeiro hoje é simplesmente uma colônia da Grande Vitória. Quando Victor ganhou a eleição em 2016 ele não estava preparado para governar a cidade. Por outro lado, Casagrande estava sem mandato, pois havia perdido a sua reeleição para Paulo Hartung, em 2014. Daí juntou-se a fome com a vontade de comer. Casagrande se apossou da gestão municipal e, com seus asseclas, por 2 anos (2017-2018), utilizou a gordura e a lã de Cachoeiro para se voltar ao Governo do ES em 2018. Com a desistência inesperada de Paulo Hartung, Casão se elegeu. Mas com uma clara mensagem nas urnas, os cachoeirenses rejeitaram a gestão socialista do PSB, pois com a máquina na mão, Victor deu para Casagrande apenas 1.000 votos de diferença a frente do segundo colocado. Com Casagrande eleito Governador do Estado, Victor teve, pela segunda vez a oportunidade de montar a sua equipe e por fim ser prefeito de verdade. Mas a sua falta de liderança e o olho grande do PSB de Casagrande, e seus asseclas, não permitiu ele tomar posse até hoje. As principais funções e os maiores contratos do governo municipal são de pessoas e empresas de fora de Cachoeiro. As decisões políticas, vem de Vitória. As decisões administrativas, vem de Vila Velha. E o rumo da cidade fica ao léu. O resultado é o que vivemos: indecisões, decisões letárgicas, dormimos tudo tranquilo, acordamos inundados, fecha comércio, abre comércio, fecha igrejas, abre igrejas, desemprego aumentando, transporte público caríssimo… Acho que já deu! Tragédias e pandemias a parte, esta crise de liderança municipal também é muito danosa para a nossa cidade e este ciclo precisa acabar.

Qual será o maior desafio para o próximo gestor, no seu ponto de vista?

Com certeza o nosso maior desafio como prefeito eleito será unir a cidade pra retomarmos o desenvolvimento econômico após a pandemia, gerando emprego e renda para os cachoeirenses. Por diversas vezes a população já demonstrou unidade e solidariedade uns com os outros. O que falta é liderança e planejamento das ações. Mas os cachoeirenses precisam de emprego e renda. Por isso boa parte das nossas 20 Propostas Essenciais para Cachoeiro contemplam esta pauta. Quanto aos serviços públicos, será muito importante um alinhamento do município com o Governo Federal que é quem terá recursos disponíveis, após a pandemia, para a manutenção e investimentos dos instrumentos públicos sociais. O nosso partido hoje tem a presença marcante da nossa deputada federal Lauriete, que não é candidata a nada nesta eleição, e é uma parceira de primeira hora dos municípios capixabas e, através do nosso futuro mandato como prefeito eleito do PSC, poderá nos ajudar nesta boa relação com o Governo Bolsonaro.

Se eleito, como vai lidar com o poder Legislativo?

Como prefeito, teremos o devido respeito institucional pelo Poder Legislativo, em sua independência e prerrogativas constitucionais. Os nobres edis, eleitos pelo povo, assim como o prefeito eleito, são funcionários do povo e seus legítimos representantes. Entretanto, vamos evitar o nepotismo cruzado e a troca de cargos pra a votação de projetos importantes para o município. Nada impede que tenham suas indicações partidárias atuando na gestão pública municipal. Ninguém governa sozinho. Vamos ouvir os vereadores eleitos e as lideranças partidárias. Vamos repeitar o direito e a voz das minorias. Vamos nos unir na vontade da maioria. Outro ponto é quanto à indicação de obras e benfeitorias nos bairros e distritos. A população muitas vezes é prejudicada pela disputa de áreas ou regiões por esse ou aquele vereador. Não vamos promover tal disputa geográfica. Vamos ter contato direto com a população para a escolha das obras e benfeitorias necessárias nas comunidades e todas as indicações dos vereadores serão apreciadas e contempladas na medida do possível. Vamos governar e legislar juntos para o bem da população. Vamos com fé!

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