Segurança

Caso Thayná: suspeito afirma que mantinha caso com a vítima; família da jovem desmente 

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O homem preso nesta quarta-feira (15), suspeito de ter assassinado a jovem Thayná Eleutério Feuchard, 20 anos, em Cachoeiro de Itapemirim, afirmou à polícia em depoimento que mantinha um relacionamento com a vítima há três meses, mas nega que tenha cometido o crime.

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O corpo de Thayná foi encontrado na noite do dia 11 de junho deste ano, às margens do Rio Itapemirim, na localidade de Monte Líbano, sem roupa. Rubinei Oinhas de Almeida, 27 anos, é companheiro da irmã do pai da menina, ou seja, ‘tio’ da vítima, e morava próximo a casa de Thayná. No pescoço dela, haviam lesões, que podem apontar morte por estrangulamento.

De acordo com Eliane Eleutério, mãe de Thayná, nunca existiu um relacionamento entre a filha e o acusado. “Mentira! Isso nunca existiu. Não tem lógica. Apesar dele morar próximo, tanto ela, quanto ele, só mantinham contato quando ele, que trabalhava com corridas clandestinas, prestava serviço pra ela, ou para mim. As vezes ela, ou eu, precisava ir à rua, ou na casa de uma amiga, e pedíamos que ele nos levasse, apenas isso”.

Ainda segundo Eliane – que mesmo muito abalada conversou com a reportagem e teve momentos de choro durante a entrevista – a família acredita que na noite do dia 9 de junho, quando Thayná saiu por volta das 22h, para ir em um evento no bairro Gilson Carone, o suspeito tenha oferecido carona à menina, e em determinado momento, tenha tentado agarra-la e a estuprado.

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Ele deve ter inventado essa história [sobre o relacionamento] pra poder se livrar da condenação do estupro, apesar dos exames não terem comprovado ainda, porque não ficaram prontos, e a minha menina ter sido encontrada sem roupa, ele inventou isso”, disse.

A mãe, conta ainda, que a família está revoltada com o depoimento do suspeito. “Nós estamos muito revoltados com essa mentira, a família, vizinhos, ninguém acredita nesta versão. Nunca existiu relacionamento entre eles…[choro]… minha filha foi estuprada e morta por ele, eu não como, não durmo, eu não tenho mais vida, é um sofrimento que não acaba”.

“A mãe não vai voltar? Ela chega quando?”, pergunta Lívia, 3 anos.

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Volta e meia, a filha de Thayná – e também o irmão da jovem, de 5 anos – perguntam por ela. Para a menina, a mãe está trabalhando ou na casa de uma amiga, e logo vai voltar para a casa.

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“Quando ela me pergunta “A mãe não vai voltar? Ela chega quando?”, meu coração para. Eu falo que a mãe está trabalhando, que logo chega, e vai trazer um presente bem lindo pra ela. Minha neta é muito pequena, ainda não entende, é muito difícil explicar que a mãe dela nunca mais vai voltar pra casa. Meu menino, também pequeno, pergunta, e eu digo que a irmã está na casa de uma amiga, que mora longe, e que vai voltar mais tarde. É uma tristeza que não cabe no peito”, lamentou.

Quem era Thayná

A menina, que completaria 21 anos, nove dias após ter sido encontrada morta, é mãe de Lívia, 3 anos. Thayná é descrita por Eliane como boa filha, de coração generoso, carinhosa e, também, rebelde como toda jovem.

“Ela sempre foi boa filha, muito carinhosa, meiga, tinha um coração enorme, não fazia questão de nada, tudo o que ela tinha não era dela, mas também era rebelde, gostava de sair a noite, curtir com as amigas, eu falava ‘Thayná, não fiquei saindo à noite, fique com a sua filha, dê mais atenção a ela’, mas ela sempre dava um jeitinho para sair, mas sempre foi uma boa menina, não merecia esse fim que ela teve”.

Planos

Thayná, queria terminar os estudos em 2020, para que no próximo ano, iniciasse o curso de Técnica em Enfermagem, que segundo a mãe, era o sonho da jovem. “Ela estava tentando se ajeitar, voltou a morar comigo, queria voltar a estudar para começar o Técnico de Enfermagem, ela sonhava com isso”.

Pedido por Justiça

Para Eliane, mesmo se ficasse preso o resto de sua vida, para Rubinei, ainda é pouco. “Ele merece apodrecer na cadeia, ainda é pouco para o que ele fez, meu pedido é que as autoridades mantenham ele preso para que ele pague pelo crime que ele cometeu. Ele destruiu minha família, ele me destruiu, nada do que ele faça vai trazer minha filha de volta…[choro]… minha única filha menina, minha princesa. Ele é um ser humano nojento. Quero que ele pague pelo que ele fez”, finalizou.

 

 

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